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Médico »
Conheça a carreira do Ginecologista Malcolm Montgomery e seu
trabalho no entendimento das mulheres física e psicologicamente, que o
levou a ser reconhecido como o “Ginecologista das Estrelas”.
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Mulher »
Informações para a saúde e qualidade de vida da mulher atual:
inteligente, ativa, sensual e bem cuidada. Trata de temas de interesse
das mulheres, como adolescência, amor, sexualidade, prazer, contracepção
e maternidade. Testemunhal de personalidades sobre o Ginecologista
Malcolm Montgomery.
- Saúde da Mulher
» Deixem o Ovário em Paz
O ovário tem duas funções:
1. Produzir hormônios que são substâncias químicas que lançadas no sangue exercem funções importantes no corpo.
2. Liberar o óvulo que é a célula que gosta de namorar com os milhões de espermatozóides.
Mas durante a preparação desse óvulo vai se formando um cisto que é natural.
Isso significa pequenos cistos vão de 2 á 3 cm não apresenta nenhum risco.
Já os cistos que aparecem material sólido devem ser investigados com mais cuidado. Atualmente existe um palavrão que assusta muito as mulheres que é ovário policístico.
Poli significa muito; então esse ovário apresenta muitos pequenos cistos.
O tratamento é simples. Seu médico vai te indicar alguns meses de anticoncepcional oral.
Espero que tenha esclarecido.
» O Stress e o Corpo
Não faz muito tempo que homens e mulheres sabem exatamente como se comportar na sociedade.
Nos últimos trinta anos esse cenário sofreu radicais modificações.
Hoje as mulheres disputam com os homens de igual por igual os cargos de trabalho e tem autonomia econômica.
Emancipadas e competitivas não são mais submissas e não seguram muito tempo relações autoritárias.
Não se sujeitam mais a orangotangos ou permanecem sós.
Essas modificações geram perdas e ganhos. Passam a exigir dos parceiros mais qualidade.
Dupla ou tripla jornada de trabalho trouxe mais ansiedade.
Os horários, o transito nas grandes cidades, alimentação não adequada e a falta de atividades físicas resultam no que chamamos de stress. Haja saúde para se adaptar no mundo moderno.
Porém o corpo não mente jamais. Dores, insônia, fadiga, intestino preso, má digestão, falta de desejo sexual; são sinais, códigos que nos impõem algumas reflexões.
O que isso quer dizer?
Te cuida abacaxi! Assim não está dando. Hoje estilo de vida mata mais que infecções e câncer. Por isso, querida leitora, tente decodificar os sinais do seu corpo.
» O Mal de Alzheimer
Domitila, pianista e maestrina, 60 anos, desenvolve o Mal de Alzheimer. Ela começa a apresentar os sintomas da doença, quando, ao reger o quarteto Victorelli - que forma juntamente com o marido Milton, a filha Dulce e o genro Antônio. A família estranha o comportamento da Domitila, que passa a não acertar as frases musicais e usa roupas esquisitas. Dulce explica a situação para Dra. Martha que desconfia que a pianista esteja com o Mal de Alzheimer.
O Mal de Alzheimer é uma doença cerebral degenerativa de causas ainda desconhecidas.
O paciente apresenta graves problemas de memória, dificuldade de raciocinar e perda da coordenação motora. O declínio é lento e inevitável por causa dos pequenos derrames cerebrais, muito comuns em gente idosa. Em países desenvolvidos, o Mal de Alzheimer é a terceira causa morte, ficando atrás de doenças cardiovasculares e do câncer. A estimativa é a de que o mal de Alzheimer afeta entre dez e 20% dos idosos com mais de 65 anos. A doença leva de três até 20 anos para se desenvolver e não tem como impedir o seu avanço, podendo apenas ser controlada.
Atualmente, existem drogas novas que aliviam os sintomas e no caso de um diagnóstico precoce, é possível retardar a progressão da doença, que pessoas a partir dos 40 anos. Sabe-se hoje que a reposição hormonal pode evitar ou atenuar quando só existe a doença.
Hoje em dia, já se sabe que quanto maior a escolaridade, mais lenta é a progressão da doença e menos prejudiciais os efeitos da demência senil.
O Mal de Alzheimer é três vezes mais freqüente entre analfabetos do que doutores. Nas mulheres, a doença é menos comum nas que fazem reposição hormonal na menopausa. Em geral, as mulheres que desenvolvem o Mal de Alzheimer ficam com a fala prejudicada de maneira mais severa do que os homens.
Fique atenta para evitar que suas tias e avós passem por esse problema.
» O Câncer Ginecológico
Hoje as mulheres vivem mais!
A medicina com suas vacinas, sem antibióticos e modernos aparelhos para fazer diagnóstico melhoraram o tempo de vida.
Porém algumas doenças típicas do envelhecimento aparecem com mais freqüência.
O câncer de mama, de ovário e de útero, por exemplo, aumenta sua freqüência com a idade.
Porém as modernas máquinas de raios-X melhoram a qualidade da mamografia que torna possível achar pequenos tumores, e fazer o diagnóstico precocemente.
Se você não tem história de câncer de mama em mulheres de sua família deve iniciar a prevenção fazendo uma mamografia inicial aos 35 anos.
A seguir entre 35 e 50 anos deve procurar a cada dois anos fazer esse exame. E após os 50 anos essa mamografia deve ser anual.
Em relação transvaginal por ano além do exame ginecológico anual.
Esse tipo de câncer é silencioso e muitas vezes se faz diagnósticos em fases avançadas. Esse exame também ajuda a prevenir o câncer de colo de útero (conhecido como de endométrio). É um exame simples e indolor.
Já em relação ao câncer de colo do útero a incidência é maior em mais jovens.
Mas simples colheita de células pode preveni-la.
A ginecologia do próximo milênio pode curar uma grande maioria dos cânceres ginecológicos.
Hoje a medicina é preventiva.
Aquela conversa: estou ótima, não tenho tempo pra nada; e vai sua consulta, pode custar uma doença grave.
Vamos todos colaborar para facilitar no Brasil a diminuição, a freqüência do câncer ginecológico.
PS: E aproveite também para parar de fumar.
» O Câncer e a Reposição Hormonal
É muito preocupante quando a mídia cria pânicos desnecessários e prejudiciais à população.
Recentemente, foi divulgado que Reposição Hormonal poderia aumentar o câncer de mama.
Essas notícias criam confusão e atrapalham a educação na medicina preventiva. A reposição hormonal é uma doença multifatorial, ou seja, causada por vários fatores.
Quando se repõem os hormônios em doses fisiológicas (e naturais) não existe risco de aumentar a incidência do câncer.
Quando uma mulher é filha ou irmã de mulheres que tiveram câncer de mama, devemos avaliar com cuidado e individualizar esse tratamento.
Mas em hipótese nenhuma se pode afirmar que a reposição hormonal dá câncer ou aumenta a incidência de câncer.
A doença vem de uma história pessoal.
As pessoas são únicas. Não pode generalizar esse assunto e os trabalhos científicos não são conclusivos em afirmar.
Quando a imprensa pesca um trabalho isolado e inacabado joga como oficial, criando tumulto e pânico desnecessário.
Por isso, leitoras continuem acreditando que a reposição de hormônios é benéfica na pós-menopausa.
» O Câncer de Colo de Útero
Estamos em plena campanha de prevenção do câncer ginecológico. Hoje nenhuma mulher mais morreria pelo câncer de colo de útero se estivesse atenta aos exames que podem prevenir essa doença.
O exame que diagnostica o início desse câncer chama-se de papanicolau.
É um exame simples, que pode ser feito no consultório do ginecologista ou em um laboratório.
Não é um exame doloroso e o material é muito simples de ser colhido.
A mulher fica em posição ginecológica, o médico coloca um aparelhinho para abrir o canal vaginal e pode ver uma região no fundo do canal vaginal chamado de colo de útero. Aí ele usa uma madeirinha (que o médico chama e espátula), mas que é igualzinha a um palito de picolé. Ele retira então um pouco de secreção do colo, coloca em um microscópio e olha as células que foram retiradas.
O próximo passo é classificar os tipos de células que ele vê.
Essa classificação vai de um até cinco. Conforme sua classificação você estará livre de um próximo passo: de um a dois não existe célula que posa comprometer você com o câncer se você for classe três o médico vai te pedir um novo exame que segue os mesmos passos. A diferença é vai olhar o fundo da fundo da sua vagina com uma lente que aumenta bastante o tamanho das células.
Aí você pode estar livre novamente ou ter que tirar um pedacinho para examinar.
Se você for classificada no grau quatro é sinal de que já existem células de câncer no seu útero. Porém se for operada no início estará curada.
Algumas mulheres que deixam de fazer todo ano o seu exame de papanicolau está se arriscando a morrer de câncer.
Então minha amiga leitora, se sua amiga não sabe como se proteger do câncer de colo do útero eu gostaria que explicasse á ela a importância de todo ano colher esse exame.
Na próxima semana vamos bater um papo sobre câncer ginecológico.
» Fechando uma Porta
Reprodução em nível humano é diferente do reproduzir-se em nível animal. Ser mãe e ser pai mobiliza sentimentos, emoções e projeções.
Existe um significado nesse projeto. Para as mulheres ser mãe é algo associado a ser mulher.
Existe uma identidade na experiência e na vivência de uma gravidez.
Para o homem engravidar uma mulher simboliza força, virilidade e poder.
Por todos esses motivos não podemos esquecer que quando optamos por uma esterilização cirúrgica estamos mobilizando emoções e remexendo em sentimentos muitas vezes fora do alcance de nossa consciência racional.
Um dos procedimentos mais comuns no nosso país é a laqueadura de trompas (a esterilização da mulher). Asseguro que este procedimento não é inócuo física e psicologicamente.
Obviamente, também se reflete no comportamento social. E, o que é pior, a laqueadura é realizada durante o parto e decidida na gravidez.
Como já disse, o estado gestacional desorganiza e fragiliza. Nem a mulher nem o homem conseguem passar pela experiência da gravidez livres de instabilidade no seu processo racional. Decidem, sim, movidos pela emoção, sentimentos e projeções do momento. Assim, o arrependimento é comum.
Tanto em clínicas particulares quanto no ambulatório da Faculdade de Medicina do ABC é muito alto o índice de pessoas que se arrependem por ter feito vasectomia e laqueadura. Isto acontece porque é muito diferente não querer ter filhos de não poder ter filhos.
As seqüelas também podem ser físicas quando essa cirurgia compromete a circulação do ovário. Existem DIU e ótimas pílulas anticoncepcionais, por isso é preciso refletir muito sobre a esterilização. Fechar a porta definitivamente é bastante depressivo. Desta água não beberei é uma afirmação perigosa, por isso, minhas caras leitoras, independentemente da idade e do número de filhos, evitem este procedimento. Procurem dar preferência, hoje, aos excelentes métodos não definitivos.
Os métodos hormonais como a pílula de baixa dosagem, as injeções ou os nossos implantes que são colocados embaixo da pele e funciona como um chip, além de eficiente efeito anticoncepcional são benéficos na proteção do câncer e de problemas do ciclo.
» Candidíase
Na maioria das vaginites por fungos, encontramos a presença da Candida albicans, um fungo saprófita que, sob determinadas condições, multiplica-se, por esporulação, tornando-se patogênico. Por isso, atualmente não é mais considerado uma DST.
Pode acontecer a infecção por outras espécies (C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis). É a segunda causa mais freqüente de vaginite. Pode ser desencadeada por fatores endógenos predisponentes, como gravidez, diabetes, uso de duchas vaginais, vestuários inadequados, principalmente uso de roupas de roupas sintéticas, uso de antibióticos, de anticoncepcionais hormonais, desodorantes íntimos, fatores climáticos (verão) etc.
Quadro Clínico
A candidíase ocasiona um corrimento branco espesso, em placas, com aspecto de leite coalhado, com prurido geralmente intenso, hiperemia, maceração e escoriações em graus variados, da genitália. Os sintomas são exacerbados no período pré-menstrual. Leva a uma colpite difusa. Podem ocorrer ulcerações e ardor vulvar durante as micções.
Diagnóstico
O exame a fresco, na maioria das vezes, confirma o diagnóstico, revelando, após a aplicação de uma gota de hidróxido de potássio ou de sódio a 10%, a presença do fungo com filamentos ramificados (hifas) ou seus esporos. O pH vaginal é ácido, ficando entre 3,5 e 4,5. Pode-se utilizar a citologia de Papanicolau ou outros métodos de coloração. A cultura geralmente é desnecessária, mas pode ser realizada, principalmente junto com antifugigrama. Utilizam-se os meios de Saboraud ou de Nickerson.
» As Depressões do Corpo
Sempre que houver oscilações, alterações hormonais seu comportamento pode mudar.
A medicina prova que início de gravidez, pós-parto, fase pré-menstrual e climatérico (fase que parece a menopausa - última menstruação).
São fases de mudanças hormonais que desorganizam e fragilizam muitas mulheres.
Em boa parte daquelas que sofrem nesses períodos é possível administrar o problema com remédios sintomáticos (que tiram o inchaço, a dor de cabeça, a ansiedade).
Porém em um grupo menor o problema é mais grave gerando alterações complicadas no relacionamento profissional, familiar ou amoroso.
Hoje o tratamento mais eficaz nas depressões mais graves é o antidepressivo e na TPM a suspensão do ciclo (menstruação) e a reposição hormonal na menopausa.
As dietas específicas e o exercício físico são complementos importantes nessa terapia.
Aconselhamento e orientação do seu ginecologista também podem ajudá-la.
Por isso não se sinta uma extraterrestre quando seu comportamento sair do cotidiano nessas fases.
Lembro que quando me formei médico o tratamento da época era calmante na mulherada.
Não aceite!
A indicação desse medicamento é muitas vezes uma atenuante da falta de diagnóstico. Hoje a ginecologia moderna tem instrumentos para acender e não apagar a sexualidade da mulher como se fazia 20 anos atrás.
Portanto procure profissionais que irão te colocar para frente.
» Anticoncepção e a Retirada do Útero
Na maioria das vezes por doença benigna e felizmente em menor porcentagem por doenças malignas.
Uma doença benigna é aquela bem tratada é plenamente curada. A maligna é aquela que mesmo com todos os recursos que temos na medicina moderna pode levar à morte.
Na maioria dos países quando se indica cirurgia de útero, não é avaliado
em cada paciente a dimensão desta cirurgia no aspecto psicológico da mulher. Por isso, sempre que por uma doença benigna (por exemplo: miomas) foi indicado à retirada é importante que você discuta com seu médico o valor afetivo que seu útero tem pra você.
Muitas vezes mais naturalidade essa perda e conseqüentemente a suspensão de sua menstruação.
Em algumas regiões do país os homens não aceitam ter relação sexual com mulheres sem útero.
A grande novidade é que o uso contínuo de anticoncepcionais, orais ou injeções trimestrais ou modernos os implantes que chegando ao Brasil, podem bloquear algumas doenças benignas e porque não evitar uma cirurgia.
Ouça sempre duas ou três opiniões de ginecológicas diferentes quando for indicada uma cirurgia de retirada do seu útero.
Por que em uma boa parte dos casos pode-se evitar uma cirurgia.
Avise seu médico porque esse tipo de atitude não desvaloriza a confiança em relação ao trabalho dele. Afinal, é o seu útero que está sendo retirado.
» Ai que Saudade da Gonorréia
Bons tempos em que uma doença venérea era status e que se curava com um simples medicamento.
Lembro-me de como alguns amigos se orgulhavam daquela secreçãozinha amarela.
Nós garotos que iniciavam sua vida sexual nos anos 60 tinham grandes dificuldades em transar com... meninas direitas.
Hoje essa tal de gonorréia já não tem a mesma simbologia, porque a iniciação sexual não se faz mais com prostitutas.
E as doenças sexualmente transmissíveis que eram causadas por bactérias que são micróbios grandes e se resolvia muito bem com antibióticos.
Hoje os micróbios são menores e mais agressivos são as chamadas Doenças Transmissíveis Sexualmente por Vírus.
Estão por aí o vírus HPV, HIV e ao Herpes.
Nena não quer transar com o namorado. Ela confessa para uma amiga que sentiu dor da última vez em que manteve relação sexual, além de ter ardência e coceira, o tempo todo. Em consulta com a Dra. Martha, Nena descobre que tem codiloma, uma espécie de verruga genital, provocada por um vírus chamado HPV (Vírus Papiloma Humano).
É importante discutir a possibilidade de pegar uma virose que pode ser evitada com a camisinha.
Condiloma é uma excrescência carnuda e dolorosa, parecida com uma verruga, que se observa no ânus, na vulva ou na glande peniana. A doença é provocada pelo vírus HPV (Vírus Papiloma Humano), que tem mais de 70 subtipos. Os mais agressivos podem estar relacionados ao câncer de útero. Por isso, os exames periódicos são fundamentais para evitar o agravamento do quadro clínico.
Ainda não se chegou uma conclusão quanto à cura ou não da doença. Alguns médicos defendem a teoria de que sim, o condiloma tem cura. Outros acham que o vírus fica incubado para sempre. Como o do herpes e só aparece quando as defesas estão em baixa.
No caso de Nena, a Dra. Martha faz uma colposcopia (observação com uma lente de aumento) e cauterização e receito uma pomada cicatrizante. Nesses casos, a orientação médica é a de que pacientes evitem ir à praia e fique um tempo sem manter relação sexual e retornem para observar a evolução da cura.
» A Endometrinose: O Fantasma do Fim do Século
É uma doença benigna, isto é, não é câncer. Porém causa estragos razoáveis quando não é diagnosticada no início.
Sua causa é creditada as alterações Imunológicas e comportamentais da vida da mulher moderna.
Imunológicas porque um exército de defensores na limpeza do organismo não passa o aspirador nas regiões onde células se desenvolvem.
Comportamentais porque as mudanças da vida da mulher colocam a gravidez e a maternidade no seu devido lugar, ou seja, como apenas uma das várias gratificações do mundo feminino.
Engravidar quando quer, de quem quer, pelo motivo que quer.
Amamentar o tempo que quiser sem se sentir culpada e menstruar mensalmente.
As mulheres atuais menstruam dez vezes mais que nossas bisavós, durante sua vida reprodutiva (15 45).
Ganha-se aqui, perde-se lá. A mulher moderna usa o celular, mas talvez não se comunique! Olho no olho, o toque afetivo e as ridículas cartas de amor que estão nas gavetas amarelando.
É o processo e a tecnologia que trouxe benefícios, mas também efeitos colaterais.
Mas a Endometriose veio para ficar. Temos que tentar evitá-la. Converse com seu médico e não se esqueça: vivemos hoje a medicina preventiva.
Refluxo de sangue menstrual. Isso ocorre em todas as mulheres que menstruam.
Porém quando é excessivo o número de menstruações fica difícil se defender.
Por isso, leitora, compreenda. É simples.
Quanto mais menstruações, mais chance de ter endometriose, dor e infertilidade.
É por isso que no passado existia pouco dessa doença.
Mas que doença é essa com nome tão estranho?
É uma doença nova?
É uma doença muita antiga, mas que no passado ocorria raramente, não despertando muito interesse, até porque sua incidência era baixa.
Hoje, nos países desenvolvidos, cerca de 15% das mulheres tem endometriose.
Em outros, número uma em seis mulheres terão a doença, o que não deixa de ser preocupante.
É hoje causa principal de infertilidade feminina e dor pélvica durante a menstruação.
Além disso, a doença pode promover dor durante as relações sexuais.
Essas dores se não tratadas podem levar até a uma aversão sexual e determinar problemas mais graves, como depressões ou abuso de drogas até complicações no casamento.
Intimamente ligada à menstruação a endometriose se inicia em conseqüência da presença de fragmentos do revestimento interno do útero (endométrio) que chegam até ali levados pelo sangue menstrual, conduzidos por uma marcha à ré do conteúdo menstrual através das trompas.
Marcha à Ré?
É. Isso mesmo! Uma porcentagem do conteúdo menstrual se movimenta. Para trás mesmo!
» Algo Particularmente Feminino
Além da depressão temos uma outra doença que tem uma predileção pelas mulheres.
São as chamadas doenças auto-imunes.
Afeta 75 porcento as mulheres em relação aos homens.
É uma doença com conseqüências degenerativa e também causa de morte entre as mulheres.
Causa incapacidade em um grande número de mulheres.
O que provoca essa diferença entre os sexos?
Genético? Hormônios?
Não temos ainda muita segurança mas esses dois fatores estão com certeza relacionados com essa maior incidência na mulher.
Quais são essas doenças:
- Diabetes tipo I
- Artrite reumatóide
- Tiroidite de Hashimoto
- Esclerose múltipla
O diabetes é uma complicação na função do açúcar e pode gerar complicações na circulação. A artrite reumatóide é uma alteração nas articulações que compromete o movimento e gera dores.
A tiroidite compromete a função da glândula tireóide e atrapalha funções gerais do organismo.
Pode aos poucos ir destruindo a tireóide causando lentidão física e mental, maior sensibilidade ao frio, aumento de peso, espessamento da pele.
A esclerose múltipla os anticorpos atacam uma substância que faz o revestimento dos nervos no cérebro e na medula gerando alterações sensoriais.
É muito comum também a associação de suas doenças auto-imunes, por exemplo, diabetes tipo I e artrite.
O lupus compromete a função dos rins e é muito comum ser confundido com infecções virais.
Os fatores principais que estão relacionados com a causa dessas doenças são: predisposição genética e os hormônios sexuais e ambiente.
Por que mulheres?
A resposta é parece ser hormonal. O estrogênio hormônio feminino influencia respostas imunes em animais.
No ciclo da mulher na fase de ovulação quando o estrogênio está alto aumentam as crises no lupus.
Por outro lado, na menopausa quando os estrogênios estão baixos o lupus costuma entrar em remissão.
Por outro lado a testosterona exerce um efeito protetor no sistema imune e a terapia com DHEA tem sucesso em pacientes lípidicas.
A artrite reumatóide também é sensível a hormônios.
Se uma mulher com artrite reumatóide toma anticoncepcionais orais ou fica grávida pode melhorar os sintomas da doença.
Os tratamentos são pouco eficazes mas estamos avançando cada vez mais no diagnóstico e em nossas terapias.
- Sexualidade
» Sexo Faz Bem a Saúde?
Inicialmente precisamos diferenciar sexo e sexualidade. Sexualidade é um conjunto de atividades corporais, psíquicas e comportamentais mobilizadas por uma energia biológicas comum a todos nós.
Sexo é coito, é reprodução, é orgasmo, ou seja:
- Relação sexual é um departamento da sua sexualidade.
Após a infância, com o início da função hormonal nosso cérebro passa impregnado de estímulos que dimensionariam ao coito.
A intenção psicológica também é simples:
Acasalamento, relação, vinculo, comunicação, afeto, caricia, ou seja, desenvolvimento humano.
E a intenção social é agregar, agrupar, formar rebanhos que juntos passou se ajudar mutuamente na construção de família, clubes de lazer, equipe de trabalho, etc.
Com essas premissas fica claro que uma harmonia entre os exercícios da sexualidade e do sexo é fundamental ao indivíduo e a sua comunidade.
Numa visão mais microscópica da fisiologia do sexo podemos dizer que:
Se exercitar sexualmente é fazer funcionar a engrenagem geral do organismo orgânico (corpo) e psíquico (mente). Se não acionar seu motor essa energia vai girar em falso e pode fundir seu veículo. Essa energia tem que ser usada. Pôr isso os religiosos são violentíssimo em suas exclusões.
Sexo deprime, inibe, relaxa, apaga.
Sexo equilibra e desequilibra.
Sexo faz brilhar a vida na excitação e faz aceitar a morte no orgasmo.
Sexo é descobrimento, é mistério.
Sexo é pureza, é profanação.
Sexo é saúde, é doença.
Sexo é natureza, é cultura.
Sexo é encantamento, é versão.
Sexo é paixão, é ódio.
Toda essa dialética responde a indagação.
Sexo faz bem à saúde?
Reflita!
E como dizia nosso saudoso Vinício de Morais:
- Aí de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão.
» Terapia Sexual
O sexo é ainda um dos gêneros mais baratos. Porém, no ministério da economia da sexualidade ainda reinam os padres Marcelos da vida.
A inflação, indexada ao sentimento de culpa e ainda amedronta pobres beatos que estão sempre em dívida com suas prestações intermináveis.
O corpo, esse desconhecido que conhece tão bem a dor e desconhece o mal conhecido prazer.
A escravidão das contrações musculares, que malham um corpo esteticamente correto se sobrepõe a liberdade da beleza dos espasmos musculares ritmados e melódicos da sintonia do gozo.
O prazer pelo desprazer.
O amor também é ainda um dos gêneros mais baratos. Porém brota da mesma essência que o ódio e a linha que separa esses dois irmãos gêmeos é tênue e frágil. No terreno da fantasia o amor transita livremente, mas o sexo em campo minado.
Na dança das relações humanas, o amor e o sexo podem transitar por coreografias diferentes. Alguns dançarinos podem sintonizar um tango perfeito, mas a maioria de nós mortais comuns não desenvolve essa habilidade.
Em tempo de micro celular, Internet, e globalização, o simples diálogo, o olho no olho e o toque delicado parecem ter ficado esquecidos na gaveta junto com as amareladas cartas de amor.
A fertilização na proveta, a micro manipulação do espermatozóide direciona a reprodução para além do sexo, do gozo e do beijo apaixonado.
Ganha-se aqui, perde-se lá.
O tema amor e sexualidade foram, é, e será sempre um grande mistério.
Terapia sexual sensibiliza, reverbera e amplia o mágico mundo da comunicação entre dois seres que se gostam e se desejam.
Vinícius dizia: A vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida.
E aproveitando o nosso querido poeta...
...e que não seja imortal porto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure (ou enquanto duro)!
» Sexo Anal
Na busca do prazer podemos comer um belo bolo de chocolate, tomar um bom vinho, dormir à sombra de uma mangueira, jogar um futebolzinho, viajar e ir ao cinema, enfim são inúmeras atividades que nos dão gratificação.
Mas o que dá prazer mesmo é barato e não engorda: é sexo. Faz bem à saúde! No jogo sexual um casal se entende bem pode criar várias formas de prazer.
Uma das variedades usuais comuns de fazer sexo é o sexo anal. Esta variedade é só uma opção diferente do sexo vaginal, e que muitas mulheres gostam.
Até tem uma explicação anatômica para isso. O sensitivo que sensibiliza a vulva é o mesmo que sensibiliza o ânus.
Porém nesta região não há preparação para o coito.
Na vagina em excitação acontece uma lubrificação e relaxamento. No ânus isso não existe. Por isso é importantes na relação anal, bom relaxamento, e também anal, companheirismo do sexo saudável que é a camisinha.
Se você gosta não se iniba, porém se proteja com responsabilidade.
No amor e na busca do prazer sexual, tudo que o casal possa conversar e negociar para se desenvolverem juntos é válido.
E relembro: sexo é bom, barato e não engorda.
» Recomeçando o Sexo
Após um parto ou uma cesariana o corpo da mulher já não é mais o mesmo e cabeça e o coração também. O retorno à atividade sexual envolve outros sentimentos, o desejo pode estar desviado pela atenção ao neném e o maridão subindo pelas paredes.
Os hormônios também estão em níveis diferentes e o canal vaginal tem sua secreção alterada.
Em resumo, a vagina está mais frágil independente de ter um corte (episiotomia) cicatrizando ou não e a barriguinha pode estar mais sensível.
Por isso é importante entender que está diferente e conseqüentemente o sexo também será. Pôr isso explique isso ao maridão e se tiver a sensibilidade de um Orangotango, o sexo pode ser desconfortável, doloroso e com o tempo se tornar aversivo. Porém, um parceiro terá habilidade e delicadeza para tornar esse recomeço uma experiência mais prazerosa.
Afinal mães também gozam ou pelo menos deveriam.
» Quais as Desvantagens do Uso dos Adesivos de Testosterona?
Se a dose ou a freqüência de uso forem grandes, pode ocorrer aumento de peso, e de pêlos e da oleosidade da pele, e o aparecimento de acne.
» Qual a Diferença entre o Adesivo de Testosterona e o Viagra?
A diferença é que o remédio para os homens não altera a libido - já que não tem como base a testosterona - apenas possibilita a ereção quando há desejo sexual.
» Pós-Parto e Sexualidade
Quando o assunto é sexualidade não é muito simples impor protocolos e manuais que possam ser efetivados da forma objetiva como classicamente é estruturado um protocolo médico.
Aqui é sempre importante relembrar três preceitos básicos.
1º Individualizar
2º Individualizar
3º Individualizar
O BÁSICO QUE VOCÊ DEVE SABER:
1- Sexualidade é agressividade saudável, e que pode ser classificada em genital e geral;
2- A sexualidade (extragenital) é energia - agressividade canalizada em vários setores do nosso existir; esporte, trabalho, arte, relacionamentos gerais como também a relação tão delicada e agressiva que é a relação mãe - recém nascido. Aqui também predomina o primitivo do inconsciente que é o sentimento amor - ódio;
3- A sexualidade genital pode ser vivenciada isoladamente (masturbação/auto- erotismo) e/ou com parceiro/a;
4- O pós-parto é período de crise com transformações e adaptações biológicas, psicológicas e sociais.
É um corpo que perdeu sua identidade, é uma cabeça que reelabora uma nova identidade, e uma mulher que vai exercitar um novo papel.
Por isso maridão é importante: atenção, sensibilidade e empatia e, ainda, a compreensão.
5- Em nível orgânico temos alterações hormonais com repercussão geral (sistêmicas altas) e local (genital) que comprometem o desejo e o coito.
- Os altos níveis dos hormônios na amamentação tendem a diminuir o desejo sexual.
- Na vagina as alterações hormonais e locais tendem a mudar a acidez levando a fragilização, facilitando dificuldades locais no coito.
- O corte na vagina e a cicatriz da cesárea também podem comprometer pela dor e pelo medo da dor que gera tensão muscular e tudo isso pode criar um ciclo vicioso (medo- tensão- dor- contração).
- Os sangramentos podem durar mais tempo que o previsto e aumentar a fragilização.
1- Em nível psicológico podemos observar várias alterações:
- uma relação mãe/recém- nascido normal ou até um pouco complicada.
- um sentimento de exclusão do pai que pode até evoluir para uma inveja mais agressiva;
- sentimentos ambivalentes de alegria- tristeza, euforia- desmotivação, esperança- frustração, medo- coragem na mãe que podem evoluir bem ou acabar numa mania (por exemplo: excessiva preocupação com a assepsia do bebê) persecutoriedade (por exemplo: fantasia que alguém prejudique ou roube o bebê), obsessão (por exemplo: horários rígidos para amamentação e sono) apresentando outra face da depressão pós- parto.
O QUE PODEMOS FAZER PARA AJUDAR:
- Facilitar comunicação abrindo diálogos sobre dificuldades eventuais, medos, crenças e mitos:
- Explicar que nesse período é comum a perda do desejo sexual no casal, mas que isso é natural e transitório;
- Esclarecer sobre a possibilidade de um reinício das relações com delicadeza, pela fragilidade do genital;
- Prescrever cremes do tipo estrogênios não absorvíveis, como o Promestriene para fortalecer a vagina e dar confiança a nossa mãe.
- Estimular o casal para que a mulher oriente, ela mesma, a penetração, pois se facilita o relaxamento, evitando pelo medo na penetração da vagina;
- Orientar que se pode usar na busca do prazer outras atividades fora do coito (por exemplo: masturbação mútua do casal ou a exploração de carícias pelo corpo) até que se estabeleça confiança para iniciar a penetração.
- Orientar o parceiro que a negação de uma relação, não é uma atitude de desamor, exclusão ou perda de desejo por ele. É transitório porque existe muito e erotismo na relação com o bebê. Não é um movimento contra ele e sim a favor dela e de suas necessidades. Um pouco de paciência e tudo volta ao normal.
- Por outro lado o mesmo pode acontecer com o novo pai que pode estar inibido pela amamentação ou outras alterações no corpo da puépera como também a fantasia da santa mãe. Não é um movimento contra ela, é a favor de suas necessidades, e com o tempo e boa comunicação tudo volta ao normal.
- Estimular a mamãe a comunicar claramente o seu não desejo porque se ela se submeter à relação por obrigação ou medo (que ele procure outra) é o mais curto atalho para desconforto, desprazer e aversão sexual.
- Comunicação e negociação clara das dificuldades fortalecem o vínculo e facilita o retorno ao sexo saudável.
- A orientação e o uso de um eficiente método anticoncepcional é básica e fundamental, pois o temor a gravidez é um forte obstáculo a um retorno saudável da vida sexual.
» Os Mitos
Muitas vezes, a mulher pensa estar tendo relações com alguém muito experiente, mas pode estar diante de um menino assustado. Tente não ver seu namorado ou marido como um grande ídolo, porque os ídolos são mantidos à distância.
Conhecendo-se bem, vocês saberão reconhecer fatores de relaxamento e de inibição durante a relação sexual. Muitas mulheres, preocupadas com o tamanho dos seios, com a celulite da coxa ou com o tamanho do bumbum, tem vergonha de mostrar-se para o parceiro. Se esse for seu caso, tente apagar a luz; com certeza, será melhor do que fiar só pensando na celulite, enquanto seu parceiro fica longe de sua atenção e de seus pensamentos. Algumas posições sexuais a inibem? Evite-as e procure conversar sobre isso com seu parceiro; caso contrário você corre o risco de sentir frustração em vez de prazer.
Se você acha que colocar uma música de fundo ajuda a relaxar, coloque. Se você gosta de imaginar fantasias, dê asas à imaginação.
Tudo o que for feito pra relaxar, para facilitar a entrega às sensações, vai aproximar você de uma relação prazerosa. E tudo o que for contrário ao relaxamento, vai afastar você dela.
O sexo também deve ser recreativo. Essa atividade, que é de comunicação, de trocas, não deve ser levada tão a sério. O sexo, além de ser uma forma corporal de dizer que se gosta de alguém, é uma forma de prazer, de interação e desenvolvimento pessoal.
» Os Obstáculos
Outra dificuldade está relacionada ao pai e à mãe. Os pais não querem que você faça alguma coisa que traga seqüelas para sua vida, como, por exemplo, uma gravidez não planejada. É importante que os pais levem suas filhas jovens para conversar com o ginecologista sobre sexualidade e contracepção.
A preocupação com relação ao comportamento do namorado também é grande. Se você pretende iniciar sua vida sexual e tem medo de que seu namorado a abandone depois de perder a virgindade e de que outra pessoa não mais a aceite, é preciso ressaltar que a mulher não pode ser valorizada pelo hímen.
Felizmente, na sociedade atual, a mulher está sendo valorizada pelo que ela é, como um todo.
» Os Comilões
Quando falamos em apetite, estamos falando em uma vontade ou um desejo. No caso do apetite por um doce gostoso ou um bom jantar acompanhado de uma bebida estamos falando de fome.
A boca e o aparelho digestivo é o primeiro dos indivíduos com alguma sensação de em que podemos chamar prazer.
Antes de sentir esta sensação gostosa passamos por um estado de necessidade, de desequilíbrio e de desprazer.
Uma certa tensão!
Então quando o bebê suja o mamilo materno e o leite desce quentinho, sacia sua fome vem uma sensação de bem estar.
Ou seja, nosso primeiro gozo é oral (vem pelo contato com a boca).
Acionamos (da mesma forma que oral) os sentidos.
Ou seja, quando com fome de alimentos, imaginamos um bolo de chocolate e salivamos. Sentir um cheirinho de churrasco e salivamos!
No sexo é igual.
Acionamos a fantasia, olhamos uma pessoa inteiramente e sentimos seu cheiro que dá arrepio. Aí salivamos de vontade de comer essa pessoa.
O desejo desperta um sentimento subjetivo de excitação seguido por uma reação generalizada de tensão muscular.
Aí a salivação eficaz movimenta a nossa circulação e o nosso coração bate forte.
Um fluxo de sangue invade nosso genital.
No homem ereção e na mulher a ereção aparece por gotículas que vão se agregando até formar a lubrificação vaginal.
O clitóris aumenta seu volume e se torna mais sensível.
O útero se amplia e começa a se elevar.
A vagina se expande.
Ritmo e pressão cardíaca crescem.
Os seios tendem a ficar maiores e engurgitados.
Os mamilos eretos e tórgidos.
E a tensão aumentando!
Os pequenos lábios engurgitados, vermelhos e úmidos e brilhantes.
Aí não mais que de repente, como se um gatilho invisível fosse acionado, o orgasmo explode em convulsões.
A poderosa mulher relaxa e goza; mas ainda resta um grau de excitação grande.
Mais estímulos e outra explosão convulsiva.
E mais uma ou duas.
Aí ela se acalma e o apetite se sacia e você pode inverter... goza e relaxa.
Um bom clima sempre ajuda. Algo que sensibiliza os sentidos. Ambiente gostoso, calmo e uma boa música.
E um bom começo é pelo sexo oral.
Bom apetite!
» O Teatro da Vida
Sabemos que muitas pessoas têm dificuldades para iniciar sua vida sexual e para viver o sexo de forma saudável, tranqüila e prazerosa. E que até mesmo consideram a sexualidade um "palavrão".
Nossa intenção é dar algumas dicas para que você possa se informar, refletir e, de acordo com seus valores pessoais e suas crenças, tentar organizar um pouco melhor sua sexualidade.
Inicialmente, vale dizer que são poucas às pessoas, em nosso meio, com coragem de serem elas mesmas. A maioria das pessoas adota papéis, veste máscaras e utiliza disfarces, como se fossem atores.
Mais especificamente na educação das meninas, são comuns conselhos como "não faça essa cara triste", "ponha um sorriso nessa cara", "seja gentil", "não desarrume o vestidinho". Como num teatro, as máscaras, as roupas e os gestos ensaiados são aplaudidos pela platéia e a criança passa a acreditar que, com esses disfarces, conquistará a aprovação e o amor dos pais.
A partir desse momento, a criança passa a viver um tipo de vida que não faz parte de seus desejos mais profundos. Essa representação é diariamente reprisada até a adolescência, continua na fase adulta e, muitas vezes, é enterrada junto com uma vida sem graça e sem poesia, porque a poesia está em viver o que é nosso.
Quando somos autênticos, vivenciamos situações de romance e aventura com estilo e brilho. Quando gastamos muita energia nos disfarces, ficamos com saldo pequeno, ou até mesmo negativo, para viver o que é nosso com criatividade. Esse desgaste contínuo vai acabando com as substâncias químicas responsáveis pelo prazer e pela motivação na vida (serotonina), e esse é o caminho mais rápido para, no futuro, marcarmos encontro com a depressão e com o estado de pânico.
Na fase adulta, os personagens adotados na infância começam a causar alguns problemas, levando grande parte das pessoas a tentar livrar-se deles com remédios para o "nervoso" (ansiedade) e para a "tristeza" (depressão).
» O Império dos Sentidos
Os nossos sentidos têm um papel de destaque de no processo de excitação.
O sexo é sensorial, ou seja, nunca deveria entrar o nosso pensamento, somente devem estar acionados aos sentidos. Assim poderemos relaxar e nos entregar as sensações.
Então se aciona o tato, a audição, a visão, gustação e fantasia. E as preliminares podem começar até quem sabe dias antes você sabe dias quando você começa a imaginar (fantasiar) um encontro com a pessoa querida.
Imaginem então leitoras; um jantar um chopinho e um bom atiçando a gustação e o relaxamento. O apetite sexual da mesma forma que por uma comida gostosa, está acionado.
Você saliva ao imaginar um prato delicioso e uma música gostosa, uma dança, uma frase ou uma simples respiração no ouvido e vai pintando as sensações do corpo e da mente. Aí a salivação é no genital.
Uma carícia aqui, um beijinho lá e o sangue começa a invadir a pele e o genital.
Que calor!
A musculatura oscila entre tensão e relaxamento e o coração bate cada vez mais forte. Quanto mais a circulação invade espaços sensoriais, mais aumenta a sensibilidade dessas áreas. Quanto mais sensível essas áreas, mais o sangue se dirige a aqueles lugares especiais. Seu calor está aumentando, não é?
Agora você está entendendo como o corpo se prepara para um encontro sexual.
O pênis e a vagina entram em ereção. Nós homens podemos ver nossa ereção e vocês mulheres não podem, mas podem sentir a lubrificação que é o sinal da ereção vaginal.
Estão acompanhando?
Lentamente ou rapidamente dependendo da pessoa, do clima e do estímulo teu corpo vai experimentando uma intensidade uma e dessa preparação se criando um estado de tensão, respiração rápida, coração batendo forte, pele eletrizada e ...
» No Brasil, Não Há Educação Sexual Adequada
EDUCAR É PREPARAR A PESSOA PARA QUE DESENVOLVA MODELOS PRÓPRIOS.
Não existe, no Brasil, um projeto coerente de educação sexual, apesar de a maioria dos problemas relacionados com sexualidade terem origem na falta de orientação adequada. A educação sexual se limita à família e à escola, e que pais e professores quase sempre não estão preparados par isso.
Eles acabam transformando educação sexual em palestras sobre reprodução. É mais fácil falar em fecundação, ovulação do que em desejo.
Os profissionais de saúde ou educação têm informação muito específica. Pedagogos, pouca ou nenhuma informação recebem sobre anatomia e fisiologia. A formação curricular de médicos, enfermeiros, psicólogos é praticamente nula em assuntos referentes às características sociais de nossa época. Isso sem falar da absoluta ausência de informações curriculares sobre a fisiologia da resposta sexual humana.
Há uma confusão entre informação e educação. Uma palestra é informação e não educação. O ideal é não levar o médico à escola, mas sim ensinar o professor.
» Na Auto-Estima Anatomia é Destino
Acredito que a anatomia e a fisiologia nos fazem mais a cabeça do que se possa imaginar. Acredito que até fornece o modelo para nossa experiência no mundo.
E qual é a metáfora básica da mulher.
É o mistério, o oculto.
Seus órgãos genitais são de uma factual invisibilidade.
E esse fato sugere a maior subjetividade do mundo feminino.
Existe uma ilusória certeza masculina de que a objetividade e a lógica racional dominem nossa vida.
Por quê?
A objetividade do pênis.
Mas as mulheres dominam soberbamente o emocional e o sexual.
As mulheres tendem a ser mais realistas e menos obsessivas por causa de suas tolerâncias com a ambigüidade que aprendem com a incapacidade de aprender com seu próprio corpo.
Aceitam a limitação do conhecimento como sua condição natural, uma grande verdade que um homem talvez leve uma vida para alcançar.
E esse insuportável mistério do corpo feminino aplica-se a todos os aspectos das relações homem-mulher.
- Que aparência terá aí dentro?
- Ela tem orgasmo? Ou finge?
- É mesmo meu filho?
- Quem de fato foi meu pai?
A visibilidade genital do homem é uma das principais origens de seu desejo científico, metodológico, estatístico e matemático.
A mulher é velada!
O corpo de toda mulher contém uma célula da noite, do atávico, do arcaico onde todo conhecimento científico deve parar.
Esse é o profundo significado do STRIP-TEASE, uma dança sagrada de origem pagã que como a prostituição o cristianismo jamais conseguiram liquidar.
A dança do homem é esdrúxula e palhaça.
Já foi ao clube das mulheres? É um circo!
Risadas e gritos. Um barulhão.
Já entraram em um strip de mulher?
Mágico, silencioso, hipnotizante.
Porque a mulher nua leva para fora do palco uma ocultação final.
Aquela sombria escuridão daquela caverna sagrada de onde viemos.
O tabu sobre o corpo da mulher é tabu que paira sobre o lugar da magia.
Mantém a imaginação, lobotomizem o cérebro, castrem e operem.
Aí os sexos serão iguais.
No feminino o verbo amar e sexuar se conjugam mais no tempo sendo a continuidade do afeto quase indispensável para gerar a magia da intimidade e da paixão.
É isso que ela entende por amor e sexo; assim qualquer proposta de sedução dirigida a ela fora dessas propostas de convívio e de intimidade progressiva ao invés de envaidecê-la pode até significar um insulto.
O melhor caminho entre a anatomia do corpo masculino e do corpo feminino não é a linha direta; é o caminho das águas com suas sinuosidades.
O decisivo é a curtição de lenta combustão.
Destinar um destino pouco óbvio para essa aproximação.
Assim são as mulheres.
O homem que a mulher idealiza e projeta esta longe de ser o bicho homem cheio de performances sexuais, músculos, assobios obscenos e desejos óbvios e diretos.
Em resumo as mulheres resolvem sua fissura de entrega espiritualizando-a.
O seu destino amoroso e sexual vem delineado pela sua anatomia e pela fisiologia de seus hormônios sexuais.
Ou seja, a mulher da mesma forma que o amor e a natureza é pura contradição.
» Menage à Trois
A sexualidade feminina vem em ondas, como no mar. Mares baixos e altos; secas e chuvas. Para o homem esse fenômeno cíclico da mulher é tão lírico quanto assustador.
A magia da criação aproxima a mulher da natureza.
A gravidez é o período que coloca claramente na vida do casal que a orquestra da sexualidade na mulher não é regida pelo mesmo maestro que no homem.
Nesse período nós homens ficamos sem ação e estupefatos com as mudanças corporais e comportamentais de nossa esposa e as adaptativas do organismo materno geram tamanha introversão que de repente ficamos desfocados.
A mulher grávida é diabolicamente completa. Não precisa de nada nem de ninguém. Durante nove meses parece meditar sobre o futuro filho. Por um lado, alguma gravidez se torna angelicamente infantil e frágil. Este outro extremo há coloca dependente e queixosa.
A gravidez mesmo quando muito desejada é um sacrifício. Um sacrifício feliz, mas um sacrifício.
A maioria das gestantes oscila entre a completa e a infantilizada.
No primeiro trimestre o aumento da progesterona (hormônio da gravidez) coloca o sexo em outro plano.
Os medos de sangramentos, o fantasma do aborto ronda os casais e a sexualidade fica mais em planos de carinhos e afetos.
O segundo trimestre de novo marido, pai e o desejo de ter desejado volta com bastante força. Nesse período já existe uma adaptação e o sexo é bastante freqüente na maioria dos casais.
O terceiro trimestre já perto do parto vai necessitar de adaptações nas posições de coito. Sexo de lado ou de costas. Forma-se um Menage à trois e o nenê participa da festa do sexo.
Relações sexuais na gravidez dependem somente da adaptação do casal a ciclicidade da gravidez. Gravidez é saúde e se não houver complicações que determinem evitar o sexo ele pode ser um ponto importante de aproximação amoroso do casal.
E também já define que filho não atrapalha não.
» Frigidez
A falta de desejo sexual pode acontecer com todos nós em vários momentos de nossa vida.
Falta de dinheiro, preocupação das mais diversas, uma gripe forte, cansaço, insônia, problemas de intolerância do casal, mágoas podem mandar o desejo sexual embora.
Algumas fases naturais como gravidez, pós-parto, menopausa, pode diminuir esse desejo em muitas mulheres.
Porém todos esses períodos são transitórios. Por outro lado, quando as coisas vão bem, estamos trabalhando com segurança, nos divertindo e bem acompanhados o desejo volta, e muitas vezes mais intensamente e ganha mais qualidade.
Sob outro ângulo, quando não temos satisfações no trabalho e no amor, a energia pode se acumular e gerar ansiedade, angústia que pode até gerar agressividade e desejo sexual.
Mas aqui não existe aquela troca gostosa do sexo sem conflitos. Até pode ser bom, mas é só uma válvula de escape para a angústia. Isso significa que o sexo e o desejo sexual servem para variar emoções e estado de espírito. Um indivíduo deprimido pode ou não ter desejo sexual, tudo de como ele usa essa energia. Naturalmente o desejo ou apetite sexual em casais saudáveis é cíclico e variável. Não se sinta doente se passar duas semanas sem vontade ou se de repente quiser transar três vezes em um dia.
Somos humanos e o sexo para nós não tem só a finalidade reprodutora.
É também uma forma para de comunicação corporal de dizer:
Gosto de você!
» Ficar, Rolar e Namorar
Eu vou tentar passar para vocês alguma coisa do que aprendi trabalhando durante quase 20 anos com adolescentes, com gente da idade de vocês, que vai dos onze aos 15 anos. O que eu posso dizer a vocês é que o seguinte: que sexo é saúde, para começar, faz parte da nossa saúde mental e física o exercício da sexualidade, mas essa sexualidade é vivida dentro de um contexto, uma situação familiar, uma situação religiosa, uma situação política do nosso Brasil.
O Brasil é um país quente, cheio de praias, o esporte é o futebol, a dança é o samba. Isso significa que o nosso povo é um povo alegre que descendente de três ramificações, nós somos filhos de negros, de índios e de brancos, de uma forma bem mista, nós somos mestiços por natureza.
Se nós somos mestiços, nossa alma é muito ampla, é um povo diferente do mundo inteiro. Eu viajo muito e tenho convivido com pessoas de várias partes do mundo, e posso dizer que brasileiro é um povo extremamente interessante em relação a essa força, à esperança que tem pelas coisas.
Ou seja, o brasileiro é um povo muito sexualizado. O que significa isso: essa energia que vocês têm aí, que direcionada para várias coisas. Vocês podem usar a energia para jogar bola, para dançar no bailinho, pintar um quadro, tocar vilão, pensar numa poesia, escrever uma redação na escola, ou seja, essa energia pode ser canalizada para qualquer coisa.
Enquanto vocês são pequenininhos, entre dois e 10 anos de idade, essa energia já existe. Só que ela é direcionada para várias coisas fazem, brincadeiras, jogos, etc. Aí chega lá pelos 10 anos de idade, vai entrar na circulação, ou seja, no sangue de vocês, uma substância, que é fabricada por uma parte do corpo de vocês, no testículo do homem e no ovário da mulher, uma substância chamada hormônio. Acontece uma revolução no corpo de vocês, que muda completamente o corpo.
Como hoje a gente vive uma época em que os meninos vêem televisão, as meninas vêem televisão, vocês têm os ídolos de vocês, que são sei lá, um jogador de futebol, um ator, um cantor, uma atriz, uma cantora, então todo mundo aí tem uma pessoa que acha um homem bonito, um homem interessante, um cara que você admira uma mulher também interessante, bonita, que vocês admiram.
Muito bem. De um modo geral, como as crianças vêem muito a televisão, as meninas querem muito alguma coisa assim: a cara da Angélica, o corpo da Xuxa, o bumbum da mulher do tchan, a perna de fulana de tal; os meninos querem ter, sei lá, o corpo do Schwarzenegger, a força do anormal do Palmeiras, aquela coisa do jogador de futebol, então cada um tem um ídolo, um corpo que acha interessante. E o corpo começa a mudar.
Quando o corpo começa a mudar, vocês começam a se frustrar, porque queriam ter o peito de fulana, mas o peito está para baixo e para cima, não está igual. O outro quer ter o bíceps do ator, mas o braço está fininho e não tem. Então, vejam bem. Na verdade, esse comecinho aflige todos vocês. Quer dizer, a gente nunca tem o corpo que quer ter. Porque a gente tem educação, uma infância na qual, aos meninos, por exemplo, se fala assim: Meu filho, tire dez em Matemática, tire dez em história, faça o gol no futebol, faça cesta no basquete, senão eu não vou gostar de você. E às meninas: minha filha, fique aí, sente bonitinha, cabelo cortadinho, não masque chiclete, arrume-se direitinho, faça tudo certinho que eu vou te amar.
Então assim, as mulheres começam a associar amor-próprio com imagem e beleza estética. E nós meninos começamos a colocar nosso amor-próprio num gol que a gente faz, na nota dez de boletim, ou seja, no desempenho que a gente tem. Então como é que fica a coisa? Fica assim: a mulher passa a vida dela todinha colocando tudo na imagem dela. E o menino fica colocando tudo, o amor dele próprio, no que ele faz.
Aí começa a complicar, vocês começam a namorar. Começam a ficar. Começam a rolar.
O que é rolar? O rolar simplesmente é quando os hormônios entram na circulação de vocês, no corpo de vocês, eles fazem uma revolução. O corpo está mudando. Vocês começam a interessar-se pelo sexo oposto, também pode haver pelo mesmo sexo, faz parte, está certo então o homossexualismo nessa idade não é uma doença, uma complicação, é uma fase, ás vezes as meninas, ás vezes outros rapazes mais velhos, faz parte do nosso desenvolvimento.
Aí o que acontece? Toda essa energia que está dentro de vocês, assim espalhada? É assim, por exemplo. O menininho, pequenininho, já ouviu falar em exibicionismo, esse palavrão, já ouviu falar em sadismo, em masoquismo, todas essas coisas assim? O menininho pequeno pode sair por aí peladinho para exibir o pintinho dele, se ele quiser. A menininha pode exibir a bundinha dela, se ela quiser, porque como crianças, nós podemos ser sádicos, morder alguém, podemos ser masoquistas, podemos ser todas essas coisas.
Mas depois de dez, onze anos, começa a mudar. Então já começa a estudar o seu corpo, tem vergonha tomar banho perto das pessoas, se esconde um pouquinho mais, normal, faz parte, Muito bem. Tudo que era muito assim no corpo todo, passa a acumular aqui genital. Você passa a ficar com a sensação mais forte no genital. Isso é natural.
Qual seria então o processo mais adequado, mais saudável e mais comum no desenvolvimento do seu corpo? É o seguinte, gente. Quando você começa a ter sensações aqui é o mesmo tempo que você começa a ter sensações aqui ó, na cabeça. Então começa a aparecer o interesse, o interesse sexual, quer dizer, o que é isso que está mexendo comigo? Por que é que eu vejo aquele menininho ali e balanço a perna?
Eu vejo aquela menininha e fico meio diferente, sentindo meio quente?
O que é isso aqui? Tesão puro! Isso se chama, é uma situação de excitação que pode aparecer, e vai aparecer como excitação para vocês.
Muito bom! Aí está em casa tomando o seu banho, vir na cabeça a Kim Basinger, a loirinha. O que acontece? Vocês começaram a tocar no corpo de vocês, certo, e a sentir sensações diferentes. Esse tipo de procedimento, ele é extremamente saudável para você começar as sensações do seu corpo. O nosso corpo tem um mapa sensorial. São áreas onde você tem sensações. Se você, quando era pequenininha, a sua mãe lhe fazia uma massagem aqui ó, nas costas essa área quando for tocada mais tarde pelo seu namorado, você vai relaxar, vai sentir uma sensação boa aqui.
Agora, se sua mãe lhe dava um beliscão aqui ó, essa área do corpo está fechada, tipo assim, encostou ali dá aversão, dá cócegas, dá uma sensação de mal-estar. Então o nosso corpo, ele tem um grande mapa sensorial, está certo? Agora, quem é que vai descobrir esse mapa, quem é que vai descobrir qual o lugar em que eu gosto mais de ser tocado, sou eu mesmo? Exatamente eu mesmo.
Quando eu tenho meus 12, 13, 14 anos começo a pensar em mim mesmo, começo a me tocar, eu estou descobrindo o meu mapa sensorial, quer dizer, onde eu tenho sensações. Aí inicia o processo de masturbação? É o processo aonde você vai se tocar e sentir uma sensação gostosa.
Isso é mais comum, infelizmente, nos homens. Isso porque nós homens estamos toda hora com a mão no pênis, fazendo xixi, escrevendo no chão com xixi, fazendo xixi longe, nas pessoas, então para nós é muito fácil. Agora, as mulheres, não. Elas têm que sentar para fazer xixi, o genital é lá para dentro. Elas não conseguem ver o seio, o resto não aparece, então nós homens que começamos a apertar o pênis para ver se sai um liquidozinho, que é o sêmen, fica mais fácil para nós homens aprendermos a nos masturbar.
Para a mulher é mais difícil. Porque a própria educação fala assim: ó minha filha, não toca aí que pode sujar, não põe a mão aí pode dar um corrimento pode dar uma infecção. Então a mulher tem uma história diferente da nossa. Olha, eu posso garantir para vocês uma coisa, médico atendendo isso aí há 22 anos. Eu tenho 46 anos de idade. Veja bem, então são vinte e dois anos de formado, atendendo pessoas na idade de vocês, e outras idades também.
O que é que aprendi com vocês todos? Aprendi o seguinte: que a base da saúde sexual das pessoas está na infância. Ou seja: na infância, ser bem cuidado, com amor, pelas pessoas que estão na casa de vocês, que as mensagens que passam para vocês não sejam assim: Eu amo o que faz aquele gol no futebol ou a tua imagem de menininha certinha, mas eu amo você, não importa o que você seja como imagem, ou o que você faça. As coisas boas têm que ser reforçadas, é óbvio, as coisas ruins têm que ser de alguma forma limitada. Mas nós podemos ter a mensagem que a gente só vale por aquilo que faz ou pelo que tem de imagem.
Segundo ponto: o corpo da gente só se torna corpo num outro corpo. Ó que interessante!
Não adianta eu falar pra você: eu amo você, você é uma gracinha, minha filha. Eu tenho que tocar em você, acariciar você, beijar você e abraçar você. Ou seja, o corpo só desenvolve com outro corpo. Sensorialmente falando.
Na adolescência, o processo de autoconhecimento. Por quê? Porque amanhã vocês já estão, não sei, transando com algum namorado ou namorada, e vão perceber o seguinte: é enorme o numero de problemas sexuais. Enquanto está ficando, que está ali numa festa, troca um beijinho, um amassinho, coisa e tal, perfeito, nenhum problema. Enquanto está rolando alguma coisa também, alguma coisa mais duradoura, também tudo bem. Mas começa a namorar, envolve a coisa do que? Eu gosto dela, então quero que ela seja feliz, que fique bem, então vou tentar fazer coisa pra ela legal. Aí passa coisa aquela assim, de que homem é o responsável pelo prazer da mulher. Não é?
E o contrário, e a mulher sentindo também que se alguém tiver que consiga fazê-la ter um orgasmo, ela vai ter. Ponto básico. Masturbação é um aprendizado senso-motor da fantasia, da cabeça e do genital, que todo mundo deve aprender naturalmente a exercitar. Não dizer assim: o Malcolm mandou agente se masturbar. Não é que eu estou falando. Digo o seguinte: naturalmente que as pessoas aceitem isso como um aprendizado de seu corpo.
Então vejam. Nós vivemos em uma cultura católica. A cultura católica diz que só pode ter relações depois do casamento depois de casar, não é? Essa não é a realidade da gente.
A realidade é que todo mundo aqui tem vontade de ficar junto com todo mundo, quando tem, afeto, quando tem amor, quando tem interesse, de uma relação que posa progredir para o namoro, que possa progredir para um casamento. Vocês têm idéia de quantas gestações são programadas no Brasil? Tipo assim: gravidez planejada? O que uma gravidez planejada? Um casal maduro, que se dá bem, amorosamente, está a fim de ter um filho e engravida. Quer dizer: esse é o cenário. Sabe quantas acontecem nesse cenário ideal de uma gravidez? Para vocês terem uma idéia, não chegam a 2%, ou seja, 98% acontecem. Por que acontece? Porque sexo não é dominável.
Eu posso vir aqui e fazer o seguinte: moçada, vamos usar a pílula, vamos usar camisinha; vocês podem saber que tem a pílula, saber que tem a camisinha, e amanhã vocês podem a sair noite, ficar com alguém, transar com alguém, engravidar. Mesmo sabendo que tem a pílula, que tem a camisinha, que tem o coito interrompido. A informação é importante. Mas o que é mais importante é agente cuidar-se, alimentar-se bem, fazer um esporte, fazer uma atividade física, evitar coisas que nos possam prejudicar, evitar cigarro, bebidas em excesso, dormir razoavelmente bem, quer dizer, dormir direitinho, ter uma coisa mais equilibrada, usar o cinto de segurança quando sai de carro para evitar um acidente, quer dizer, cuidar-se.
Agora, você só se cuida quando se gosta. Se não, você vai agir destrutivamente mesmo, não é? Então, se eu quero me destruir, eu saio a 120 por hora numa avenida, aí me arrebento ali e morro ali mesmo. Então assim: o sexo, se ele for proibido para vocês, se for uma coisa proibida, eu garanto que vocês vão exercitar o sexo de maneira destrutiva.
» Educação Sexual é Tarefa da Família
A família é essencial para uma boa educação sexual dos filhos e para a formação de adultos saudáveis, defende Dr. Malcolm. O assunto, apesar de tão explorado, ainda é muito cercado de tabus e mitos. Ele lembra que, atualmente, a sexualidade está sendo discutida mais intensamente, o que é positivo, mas as famílias tem deixado para a escola a função de educar os filhos.
O médico lembra ainda que pais com dúvidas e medos dificilmente possam ajudar seus filhos. Ele explica que sexualidade é diferente de sexo, que só começa a ser desenvolvido a partir dos 10 anos.
» É Preciso Repensar os Valores
O médico ginecologista sente, hoje, a necessidade de um espaço maior para a sexologia.
Embora os sinais ainda sejam muito tímidos o velho tabu de se falar em sexualidade está aos poucos sendo rompido. O fator responsável por esta abertura, segundo a avaliação dos médicos, é o comportamento das próprias mulheres. A grande demanda de pacientes com problemas sexuais nos consultórios estão levando a classe médica a buscar formas de melhorar sua formação no assunto.
Num consultório de ginecologia, de dez pacientes, metade tem complicações sexuais e o medico não sabe o que fazer. Não adianta mandar para o psicólogo, afirma Dr. Malcolm. Em sua opinião, tanto o médico quanto o psicólogo precisam ter formação em sexologia clinica e educacional.
Lidar com a sexualidade humana exige, na visão dos especialistas, muito mais do que aprendizado da faculdade e conhecimento científico. Para o Dr. Malcolm o ginecologista é um médico que trabalha o tempo todo a sexualidade da mulher. Portanto, se ele não tiver a sexualidade dele bem resolvida,vai atuar mal nesta área.
Uma pesquisa feita entre 250 profissionais paulistas mostrou que 22% deles ainda consideram a relação entre pessoas do mesmo sexo como uma doença e 70,4% vêem na bissexualidade uma aberração. Outra pesquisa apontou que 50% dos clínicos do sexo feminino e 37% do sexo masculino não falam de sexo com seus pacientes. Mas especialistas mostram que a situação está melhorando.
» Desejo Sexual. Triste e Doce Realidade
Interessante leitoras como nós, os homens, adoramos varrer os fatos para de baixo do tapete social e viver o mundo da fantasia.
Existe coerência nesse ilusionismo, pois somos animais simbólicos.
O que quer dizer isto?
Significa que amores e desamores brigam na nossa vida mental evitando encarar a triste e doce realidade do amor e do sexo.
Pois é sexo com amor é maravilhoso. Um ideal humano.
Sexo sem amor é coisa de homem promiscuo ninfomaníaca.
Na nossa lógica mental cada um dos sexos vê o outro como quer ver.
Nossos valores, nosso princípios, ou seja, nossos símbolos.
Classifica o sexo e o amor de acordo com seus parâmetros.
Independente da cultura; o médico, o jornalista, o publicitário, a advogada é governada por um tirano chamado Papai sabe tudo.
Todos nós temos um Papai sabe tudo dentro de nós.
Assim fica difícil aceitar as diferenças entre os sexos. E o amor não foge dessa lógica.
Por isso a biologia e os fatos são sempre negados em nome da fantasia de que a cultura e a educação dominam a natureza.
Sexo é natureza e a sociedade uma frágil defesa na atenuação dessa realidade.
Sexualidade é igual diferença e amor é de contradição. Tua dor, leitora é também a minha dor.
Tentar explicar as diferenças entre a crônica ansiedade sexual do homem e acíclica mulher pela lógica é como esperar o Papai Noel e o presente e o presente vir embrulhado da butique do vizinho.
Escancarar a realidade sem parecer agressivo e machista não é tarefa simples.
É preciso poetizar para amenizar a realidade da barbárie sexual humana.
Não é isso que exige um estado de ilusão!
Por isso, acredite sempre nos seus sonhos.
» Desejo
"O desejo é, às vezes, inibido pela simples ansiedade de desempenho, a previsão de falta de prazer no ato, ou o leve sentimento de culpa acerca da atividade sexual e do prazer.
Para não enfrentar um fracasso aflitivo, a pessoa "opta" inconscientemente por não sentir coisa alguma. Simples excesso de preocupação em agradar o parceiro, juntamente com falha de comunicação das próprias necessidades podem ser também causas da repulsa das sensações eróticas.
Repetidas experiências de sexo sem prazer - não gratificantes - podem, depois de algum tempo, conduzir ao desinteresse".
(Tockus, 1986)
» Conhecendo as Reações do Corpo
O clitóris é a área de maior sensibilidade para grande parte das mulheres. No entanto, é preciso que cada pessoa explore sua própria genitália e descubra as áreas que proporcionam maior prazer.
Ao iniciar a vida sexual com outra pessoa, é importante conhecer as alterações que ocorrem em nosso organismo. O órgão sexual masculino (ou pênis), no início do jogo sexual muda; aumenta de tamanho e enrijece, preparando-se para um possível coito. A vagina, por sua vez, também se modifica. Mas, esse processo é interno, ou seja, não se pode ver a alteração.
O único sinal que pode ser percebido pela mulher é o aumento de lubrificação na vagina, que fica úmida, com a sensação de estar cheia de secreção, podendo até mesmo molhar as roupas íntimas, mas é interessante saber que a vagina, por dentro, se abre, se ergue, fica maior, preparando-se para a penetração. Em processo semelhante, quando você está com fome é preciso prepara o estômago e a boca para digerir os alimentos.
Como é o processo de digestão? Ao pensar em um alimento gostoso, ou em alguma coisa que você esteja com vontade de comer, sua boca passa a salivar e o estômago começa a produzir uma secreção semelhante à saliva, ou seja, quando você começa a se alimentar e a engolir o alimento, seu estômago já está preparado para a digestão e também para a absorção dos alimentos.
Com o sexo ocorre processo semelhante, ou seja, para você iniciar a "relação sexual", primeiro é fundamental que exista o desejo, o apetite sexual. Depois de um tempo de carícias suficiente, ambos devem estar excitados, preparados para um possível coito. Após ou durante (sexo), curta o depois, pois sexo é mais o antes (carícias preliminares) e o depois (relaxamento, diálogo e carícias) que o durante.
» Como é o Implante de Testosterona?
É uma cápsula de três a quatro centímetros que é implantada sob a pele das pacientes com baixas taxas hormonais, liberando na corrente sangüínea tanto a testosterona quanto o estradiol outro hormônio presente no útero. A vantagem do implante em relação à medicação via oral é que o medicamento não passa pelo fígado, que retém parte dos hormônios e exige doses maiores.
» Como é o Viagra Feminino?
É o nome que foi batizado o adesivo de testosterona indicado no combate à queda do desejo sexual entre as mulheres. Fino e transparente, o adesivo é aplicado no abdome do paciente. Ele libera doses de testosterona que atingem a corrente sangüínea.
» A Sexualidade, a TPM e os Hormônios Femininos
Entendendo a sexualidade como a capacidade de um indivíduo correr atrás dos seus sonhos com energia e saúde, e conceituando saúde como a capacidade de dar respostas adequadas e um tempo curto a adversidade que a vida nos impõe, fica fácil compreender que qualidade de vida é desenvolver uma sexualidade harmônica e equilibrada.
Não vamos confundir sexualidade com sexo, porque o sexo é um subconjunto da natureza. Sexo é o natural do homem. Aqui a biologia dá as cartas e a sociedade é uma construção artificial, uma defesa contra o poder na natureza.
Já a sexualidade e o erotismo que vivemos cotidianamente no mundo globalizado de hoje, formam uma complexa interseção entre natureza e cultura.
Sexo é poder.
O estuprador não é criado pelas más influências sociais, mas por uma falha de condicionamento social
Liberdade sexual e liberação sexual!
Uma ilusão moderna. Somos e sempre seremos animais hierárquicos.
O sexo é uma fronteira tênue entre o homem e a natureza, onde a moralidade, os bons costumes e as boas intenções caem diante de impulsos primitivos. E aí aparece a reprodução como que espelhando o domínio da espécie sobre o indivíduo.
O aparelho reprodutor da mulher é muito mais complicado que o do homem, e a mulher atual está em agônica (conflitiva) relação com o próprio corpo.
Quanto mais a mulher moderna corre atrás de autonomia e identidade e coloca como prioridade a individualidade e a realização pessoal como modelo único de felicidade, mais ela entra em uma luta a fisiologia dos seus hormônios sexuais e reprodutivos.
É o cérebro da executiva brigando com da camponesa, a submissão das Afegãs em esconder o corpo, contra a submissão das peruas em exibir um corpo perfeito.
E aqui cabe uma reflexão!
Quem é mais escrava do social?
A que se esconde ou a que tem que mostrar perfeita full time.
Esse drible na natureza, com o desprestigio da reprodução e o prestigio da sexualidade, requer uma adaptação.
O corpo da mulher é como máquina reprodutiva indiferente ao espírito que habita. Tem missão única: a gravidez.
Esse ciclo é uma overdose hormonal com uma só finalidade preparar todo mês um berço e esperar o embrião se aninhar.
Driblando esse projeto, a mulher paga um preço.
Essa sociabilização trouxe como adaptação a endometriose, a TPM, as anemias, as cólicas graves, os miomas e o câncer ginecológico.
A mulher pré menstrual que cede espaço à irritação, ao mau humor, fúria e a agressividade, ouve sinais de seu cérebro de jacaré.
Nela a perversidade humana é manifestada. Todo o inferno se desencadeia. É força da natureza que o humanismo moderno nega e reprime.
Em toda mulher pré menstrual que luta para conter seu gênio, o mito à sexualidade luta contra o mito da reprodução.
A menstruação é uma derrota da vontade, um insucesso de público e uma baixa no ibope reprodutivo.
A sabedoria e o realismo da natureza são experimentados mais diretamente pelas mulheres através desses humilhantes fatores biológicos.
Indolentes e adormecidos, sua praia é invadida ciclicamente por altas marés hormonais. E essa overdose na frequência atual é prejudicial.
Nossas bisavós ciclavam de 40 a 80 vezes. Hoje nossas filhas publicitárias, jornalistas, dentistas, vão ciclar de 400 a 500 vezes.
Aí está a overdose.
Por isso essa adaptação tem que ser controlada por hormônios modernos de que diminuem essa super dose hormonal.
Assim, estabilizando o ciclo, estaremos protegendo a fertilidade de nossas filhas e dando a elas a oportunidade de se iniciarem nas suas relações afetivas e sexuais com mais harmonia, porque ninguém com enxaqueca, mau humor, irritação, dores das mais diversas, pode se relacionar bem com sua sexualidade.
Implantes hormonais colocados sob a pele e pílulas modernas de uso contínuo, tem colaborado bastante na saúde dessa nova mulher.
A ciência tem um poder de unificação muito grande porque transcende as barreiras políticas, raciais e sociais: ela tem uma universalidade que não existe em nenhuma religião.
Assim a ciência moderna ouve a voz subjetiva da emoção feminina, se sensibiliza, e em sintonia com a tecnologia traz nesse início de milênio anticoncepcionais que além de evitar a gravidez de forma eficaz, acrescenta benefícios extras na qualidade de vida.
» A Primeira Relação Sexual
Um dos medos mais fortes é de que o rompimento do hímen provoque dor e sangramento. Na verdade, como essa membrana é muito fina, dificilmente isto acontece.
O que causa dor é o medo. Ele faz a mulher contrair os músculos a ponto de impedir qualquer passagem pela vagina. A famosa hemorragia também não costuma ocorrer, apenas um leve sangramento, a menos que a mulher fique rígida de mais.
O lugar é muito tenso, com possibilidade de ser surpreendida por alguém, como no carro ou no quarto do namorado. O ambiente deve ser relaxante.
É importante conscientizar a garota que podem gerar medo, ansiedade, inibição e dos que facilitam a entrega.
Não custa repetir: é necessário conhecer bem seu corpo, suas necessidades, seus tabus e seu momento. Isso a ajudará a ter uma relação sexual tranqüila e prazerosa, mesmo sendo a primeira vez.
A idealização atrapalha. Em geral, a garota vê o namorado como um ídolo, quase um deus, alguém muito experiente, quando na verdade ele pode não passar de um menino assustado. Os ídolos foram feitos para ser admirados à distância. Essa visão dificulta a intimidade e a formação de vínculos. Aliviaria muito a ansiedade.
Essa adolescente precisa saber que seu parceiro está tão apavorado quanto ela.
A preocupação em relação ao comportamento do namorado também prejudica. Muitas temem ser abandonadas depois de perder a virgindade e acham que nenhum homem aceitará desse jeito. Algumas fantasiam que desse momento em diante vão dormir com todo mundo.
Convém ressaltar que a mulher não pode ser valorizada pelo hímen. Felizmente, na sociedade atual, ela está sendo valorizada pelo que é, como um todo.
No entanto, em alguns países desenvolvidos, o velho tabu ainda persiste. No Japão atual, 80% dos homens exigem uma noiva virgem. Ali, restaurados cerca de quarenta mil hímens por ano, numa cirurgia conhecida como hímen renascido.
A explicação do médico diminui a angústia e o medo da adolescente, sobretudo porque ele tem o cuidado de afastar o fantasma da gravidez com o uso de anticoncepcionais eficientes que permitem a ela ser dona da sua sexualidade.
» A Liberdade Sexual dos Adolescentes Exige Cuidado
Até o final dos anos 60, a virgindade era uma obrigação. Hoje, ser virgem é apenas uma questão de decisão pessoal. Dados do Ministério da Saúde revelam que a parcela dos rapazes que tiveram iniciação sexual antes dos 15 anos, no período de 1990 a 1999, cresceu de 35% para 47%.
Entre as garotas, o aumento é ainda maior, de 14% para 32%. O fenômeno é mundial e prova que a sexualidade se guia muito menos pelo fator biológico do que pela cultura e história. Segundo especialistas, o lado positivo é que se abriu uma igualdade entre os gêneros. "Virgindade ou sexo são direitos do adolescente. O fundamental é que sua decisão seja livre, consciente e responsável", afirma a pediatra Heloísa Andrade.
Mas há outro conjunto de estatísticas, bem assustadoras. Um em cada 20 adolescentes sofre com doenças sexualmente transmissíveis. A faixa etária entre 20 e 29 anos é a que revela o maior número de infecção de AIDS.
Em 1999, 700 mil adolescentes se tornaram mães. O ginecologista Malcolm Montgomery acredita que o sexo deveria ser encarado com mais naturalidade. "A legitimidade do sexo como uma coisa legal e politicamente adequada vai fazer com que não se entre no processo da culpa. Uma menina que acha que o sexo é algo pecaminoso e errado vai usar tabelinha e coito interrompido. Agora, uma menina que não vê o sexo como uma coisa errada vai conversar com os pais e com o ginecologista", defende.
» A Idade Ideal para se Procurar um Especialista em Sexualidade é entre os 12 e 14 anos
A idade certa para procurar um ginecologista vai dos 12 aos 14 anos. Nessa idade, mesmo que ela ainda não tenha menstruado, é bom conversar com um profissional sobre as dúvidas e preocupações relacionadas à sexualidade. Depois da primeira menstruação, a consulta torna-se imprescindível.
"É a fase em que a sexualidade está aparecendo", explica o ginecologista Malcom Montgomery.
"É importante procurar um médico para desfazer confusões", diz. "Muitas vezes nem é preciso fazer um exame, mas apenas bater um papo".
O ginecologista pode ensinar princípios de higiene íntima, ajudar a perceber o próprio corpo e resolver dúvidas sobre menstruação, por exemplo.
Algo errado? - As meninas que têm mais de 15 anos e ainda não menstruaram devem procurar um médico para saber se há algo errado.
Quem já tem namorado, e nunca foi a um ginecologista, também tem de procurar um correndo. "Mesmo que eles não transem, já é hora de falar sobre métodos anticoncepcionais", recomenda Montgomery.
A escolha do profissional deve ser cuidadosa. "Ele tem de saber muito sobre a sexualidade da adolescente", explica Montgomery. "Os problemas trazidos por elas geralmente têm a ver com a imagem corporal e o despertar da sexualidade", conta. "São coisas muito específicas dessa fase".
É bom avisar que nem sempre o médico da mãe servirá para a missão. E, por falar em mãe, é melhor não entrar com ela no consultório, para ficar mais à vontade".
Eles também - Os meninos, que raramente procuram um médico para questões desse tipo, não devem descartar a hipótese de procurar um. "Adolescentes de ambos os sexos têm muitas dúvidas", diz Montgomery, que, mesmo sendo ginecologista, recebe mancebos em seu consultório. "Os meninos precisam de orientação sobre fimose e tamanho do pênis", acredita. "Mas, principalmente, têm de conversar sobre sexualidade".
» A Ditadura do Orgasmo
Outro assunto que gostaríamos de abordar refere-se às dificuldades em conseguir o orgasmo para a mulher que já iniciou a vida sexual. Comparando o orgasmo com uma campainha, podemos dizer que mais importante que a campainha toque, é que você curta a festa, o prazer do jogo sexual.
Prazer sexual é essencial e não é sinônimo de orgasmo. Pelo prazer experimentado você pode chegar ao orgasmo. Fique sabendo que a exigência de querer chegar torna-o mais difícil. O orgasmo é alguma coisa que acontece. O "chegar juntos" é mais difícil ainda e não vale à pena valorizá-lo tanto. Não aceite a "ditadura do orgasmo". O direito de tê-lo não pode ser substituído pela obrigação.
O sexo não pode ser encarado como obrigação, função, ou instrumento para conseguir benefícios. A mulher e o homem têm ritmos sexuais diferentes. É fundamental saber dizer "não" quando não se tem vontade.
O casal tem que aprender a organizar um ritmo que se adéqüe ao ansioso homem e à cíclica mulher. Muitas vezes, se você não ajudar seu parceiro, a ejaculação será tão rápida que você não terá nem mesmo tempo para se despir.
Os homens, em sua maioria, são ansiosos sexuais crônicos. Portanto, tente acariciá-lo, acalmando-o e mostrando que devagar pode ser mais gostoso, que você não tem pressa de ser penetrada, que o bom é ficar juntos, pelo maior tempo possível, curtindo todos os momentos. Para que a relação fique mais prazerosa, portanto, cabe a você orientar seu parceiro para os locais onde prefere ser tocada e diminuir a ansiedade dele.
» Rompendo os Medos
O início da vida sexual, principalmente entre as jovens, pode ser difícil, devido às dúvidas que ocorrem com essa experiência.
Um dos sentimentos mais fortes nessa situação é o medo. As mulheres começam a vida sexual com medo de que o hímen se rompa, da dor que possam vir a sentir, do sangramento que pode ocorrer, de uma gravidez indesejada, do que pode acontecer, da reação do pai e da mãe, etc.
Na verdade, o medo é um sentimento que atrapalha significativamente a preparação adequada da genitália da mulher. O medo qualquer que seja ele (principalmente o medo de não se desempenhar bem) libera substâncias (adrenalina) que dificultam a resposta sexual (o desejo, a ereção, o orgasmo e a ejaculação, que fica muito rápida). Medo , expectativa intensa e ansiedade são inimigos do "bom sexo". Então, vamos falar um pouco sobre esses medos e sobre como eles podem ser evitados. Em primeiro lugar, vamos falar sobre o medo do hímen. Na verdade, o hímen é uma membrana muito fina, que não provoca dor ao ser rompida.
O que pode provocar dor é o medo, que faz com que a mulher contraia seus músculos; essa contração pode ser forte a ponto de impedir qualquer passagem pela vagina. A hemorragia de que se fala também não ocorre; o que pode acontecer é um pequeno sangramento. Portanto, é preciso que você se contraia muito, que fique muito rígida, para sentir alguma dor e ter um sangramento um pouco maior.
Outro ponto importante é o ambiente onde a relação vai acontecer. De modo geral, não é recomendável iniciar-se a vida sexual em ambiente tenso ou com possibilidade de que alguém apareça, como o carro ou o quarto de seu namorado. Para que você possa se entregar a essa experiência amorosa e sexual, é necessário um ambiente relaxante.
É essencial, também, conhecer bem seu corpo, suas ansiedades, seus tabus e seu momento. Isso a ajudará a ter uma relação sexual relaxante e prazerosa, mesmo sendo a primeira vez.
Sem dúvida, um dos grandes fantasmas que rondam e ficam de tocaia, nas primeiras relações sexuais, é a gravidez. Como o sexo é uma experiência espontânea, tranqüila, que pode acontecer quando menos se espera, é fundamental o uso de método anticoncepcional eficiente e seguro.
Portanto, quando você perceber que está começando a ficar mais interessada em sexo com seu namorado, achando que a qualquer momento poderá acontecer uma relação sexual, procure um ginecologista. Sob orientação médica, adote um método anticoncepcional eficiente para que você possa ficar tranqüila e relaxada, iniciando melhor sua vida sexual.
A pílula anticoncepcional, ou pílula de baixa dosagem, geralmente prescrita para adolescente, é um método muito eficiente. Mas não podemos nos esquecer da importância do uso do preservativo, ou "camisinha", como proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, como gonorréia, sífilis, AIDS e outras.
Não se esqueça: é necessário evitar tanto a gravidez como as doenças sexualmente transmissíveis! Em países mais evoluídos, como o Canadá, os jovens são orientados a usar o preservativo para evitar as doenças sexualmente transmissíveis e a AIDS e a pílula para prevenir a gravidez indesejável.
- DST
» Sífilis
Cancro duro é a primeira fase da doença, que se manifesta por uma ferida nos órgãos genitais de dez a 30 dias depois do contágio (pelo contato sexual).
O ferimento não dói, não coça, não arde e às vezes pode aparecer também dentro da boca por causa do sexo oral (parecido com a afta). Essa ferida desaparece sozinha depois de aproximadamente dez dias, mas a doença continua a progredir e continua sendo transmitida. Depois de dois a três meses que a ferida desapareceu, aparecem manchas avermelhadas em toda a pele, principalmente na palma da mão e na planta do pé e pode ocorrer até queda do cabelo.
Se a sífilis não for tratada depois de alguns anos, pode afetar o cérebro, o coração e outros órgãos. Em caso de dúvidas, existe um exame de sangue para detectar o problema - chamado VDRL disponível na maioria dos centros de saúde.
» Quais são as DST mais comuns?
As DST mais comuns são gonorréia, clamídia, tricomoníase, sífilis, condiloma acuminado (verruga genital), cancro mole, herpes genital, hepatite B e infecção por HIV. A maioria delas tem cura, com exceção das causadas por vírus.
» O que é DST?
São as chamadas Doenças Sexualmente Transmissíveis. As DST são causadas por vírus (verrugas genitais, herpes genital, hepatite B e a infecção pelo HIV), bactérias (gonorréia, clamídia, cancro mole e sífilis) e parasitas (escabiose, tricomoníase e piolho púbico). Se não tratadas rapidamente, as DST podem causar danos aos órgãos reprodutores levando à esterilidade, tanto em homens como em mulheres. Podem também criar predisposição para outras doenças.
» Herpes Genital
O herpes genital é uma das DST mais comuns. O contágio se dá nas relações sexuais desprotegidas (quando não se usa camisinha).
O herpes começa com uma coceira, seguida de ardor nos órgãos genitais. Depois aparecem pequenas bolhas, que estouram e se transformam em feridinhas, que doem bastante e demoram de dez a 15 dias para desaparecerem sozinhas.
Quando somem, depois de algum tempo voltam novamente, principalmente se a pessoa passar por um desgaste emocional ou físico, dormindo pouco, se expondo muito ao sol, se alimentando de forma inadequada. Ainda não existe um medicamento capaz de curar o herpes - que pode facilitar o contágio pelo vírus HIV.
» Gonorréia
Os homens devem ficar atentos. De dois a cinco dias depois da infecção aparece um corrimento amarelo (pus) que suja a cueca e dá muito ardor para urinar, apresentando um mau cheiro. Nas mulheres, de cada dez que contraíram a doença, sete não têm sintomas. Esse é o maior problema, já que a infectada, além de não estar se tratando, pode passar a doença para outras pessoas. Quando surgem os sintomas entre as mulheres, eles são semelhantes aos dos homens.
» Diafragma
Feito de silicone ou borracha, o diafragma é um capuz macio que deve ser colocado no fundo da vagina, depois de envolvido em espermecida, para bloquear a entrada do útero. Deve se prescrito por ginecologista porque existem vários modelos e tamanhos. É reutilizável, por isso precisa ser lavado após o uso, porém só deve ser retirado seis horas após o ato sexual.
Contribui para prevenir Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Doença Inflamatória Pélvica (DIP), infertilidade, gravidez, e possivelmente, câncer de colo uterino. Pode provocar dor pélvica, cólica ou retenção urinária e pode ocorrer corrimento vaginal intenso e de odor fétido, caso o diafragma seja deixado por muito tempo no local.
» AIDIS
O Human Imunnedeficiency Virus (HIV), que em português quer dizer Vírus da Imunodeficiência Humana é um agente causador de distúrbios no organismo.
O HIV tem atração (tropismo) pelas células do sistema imunológico. Ele interfere nas células que nos protegem contra infecções, deixando o organismo indefeso, sem proteção a alguns tipos de doenças. A infecção pode acontecer durante uma relação sexual anal, vaginal ou oral; uma transfusão de sangue, uso de agulhas e seringas contaminadas, feridas ou cortes em pele ou mucosas.
- Gravidez
» Tipos de Parto
Paula, casada com Beto, está grávida de nove meses. O casal quer fazer algum parto da moda. A Dra. Cris explica as diferentes maneiras de se realizar o parto, mas alerta que a melhor forma não é a que está na moda, mas a que dá conforto e segurança à gestante e ao bebê.
Muitos anos de pesquisa e descobertas foram necessários para a obstetrícia moderna chegasse ao estágio atual, com os partos sendo feitos com muita segurança tanto a mãe quanto para o bebê.
Muitos casais preferem formas alternativas de parto, como o domiciliar, realizado em casa, sem os traumas de uma sala de cirurgia.
Antigamente, inclusive, os partos eram todos domiciliares. Mas, como a medicina era precária, era muito alto o índice de mortalidade materna e infantil. A mãe geralmente apresentava ruptura do períneo e corria o risco de ter incontinência urinária.
Outros casais preferem o Parto em casa no hospital, criando na clínica um quarto de casa, com cortina, colcha, criado mudo, abajur e outros objetos. Quando a paciente começa do próprio quarto está tudo o que é preciso para um seguro parto hospitalar.
Mas é importante que as gestantes (futuras mães) compreendam que o tipo de parto não é assim tão importante. O parto ou a cesária são apenas um momento que traz o bebê de dentro para fora.
Ser mãe, se relacionar com o filho, amar o filho demora de tipo é no mínimo ingênuo. É reduzida a grandiosidade, o amor materno, a saúde do bebê por buraco x ou y. Ser mãe é muito mais do que dar a luz um bebê.
Assim o tipo de parto melhor ou não é simplesmente uma grande fantasia. Numa boa maternidade com experientes obstétricas, os bebês deverão nascer bem e as mães se recuperam rápido.
Reflitam sobre isso.
» O Álcool e a Gravidez
Na sociedade moderna, a ingestão de bebidas alcoólicas tem aumentado sensivelmente entre as mulheres. É importante reconhecer as gestantes que ingerem álcool, tanto sobre a mãe quanto sobre o feito. O álcool ultrapassa a barrira placenta e alcança a circulação do feto. O álcool ultrapassa a barreira placentária e alcança a circulação do feto que, pela deficiência da enzima do álcool, metaboliza-o lentamente.
A ocorrência de aborto espontâneo entre bebedoras exageradas de álcool (30 ml de álcool/dia) já está comprovada. Os filhos alcoólatras podem apresentar várias alterações morfológicas e funcionais, o que constitui a chamada síndrome alcoólica fetal. Ela inclui características de alterações faciais, disfunção do sistema nervoso central e déficit de crescimento.
Entre as gestantes consideradas bebedoras modernas, os achados da síndrome podem ser mais limitados. Já naquelas onde o consumo de álcool é exagerado, até 56% dos filhos podem apresentar a síndrome alcoólica fetal. A mortalidade nos casos desta síndrome pode chegar a 17%.
Assim, queridas leitoras o conselho mais correto é o de permitir seu uso somente em ocasiões especiais e em quantidades pequenas.
» Náuseas e Vômitos na Gravidez
Constituem as náuseas, talvez, a mais freqüente queixa na gravidez inicial. Surgem geralmente pela manhã e agravam-se com o cheiro de alimentos, cigarros uso de creme dental etc. Em menos de um terço dos associam-se a vômitos em fases tardias da gravidez, deve ser tomado como expressão clínica de outras doenças, a necessitar diagnóstico adequado.
Não se conhece a causa, porém fatores hormonais e psicológicos têm importância. São mais observados nas grávidas emocionalmente imaturas e refletem o mecanismo de ambivalência plenamente compensado. A fome, por si só, conduz à náusea, que por sua vez em alimentação inadequada criando-se mecanismo de círculo vicioso.
Algumas medidas beneficiam as pacientes: os antieméticos, tipo dimenidrato (associado ou não à vitamina B6) e metoclopramida. São medicamentos eficazes sólidos e secos na primeira refeição, antes de se proceder à higienização bucal; o fracionamento das refeições (seis tomadas diárias) e o apoio psicoterápico, informando e esclarecendo as possíveis as possíveis causas e a ausência de prejuízo maternos e/ou fetais.
Com isso, consegue-se na maioria das vezes, o controle e desaparecimento do quadro.
De um modo geral esses sintomas duram no mínimo três meses.
Por isso, paciência!
» Muco Cervical
Quando a mulher nota ou sente que a vagina está mais úmida, com uma espécie de corrimento esbranquiçado, parecido com clara de ovo, pode estar no período fértil.
» Gravidez na Adolescência
Em 1970 nós brasileiros cantamos a alegria de um tricampeonato de futebol em coro:
- Noventa milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração.
Me parece que o povão, a igreja católica e os políticos não se preocupavam com o planejamento familiar. Por quê?
É simples. Em 30 anos somos 180 milhões.
Esse crescimento é absurdo. Desse número enorme só dez milhões pagam imposto de renda, a outra parte só consome.
Adolescentes despreparados, meninas de dez a 12 anos estão engravidando e colocando nas ruas crianças sem escola, marginais à sociedade. A violência é gerada nas grandes cidades brasileiras onde se mata em um ano mais que na Guerra da Bósnia.
Os sobreviventes dessa violência toda acabam em hospitais e presídios gerando mais gastos a todos nós que pagamos impostos.
Aqui os números são milhões de desempregados, milhões de sem teto, milhões de analfabetos, milhões de desgraçados e miseráveis.
O desamparo da criança carente é seguido do descaso às adolescentes que continuam sem anticoncepcional, engravidando.
Os políticos nem falam em planejamento familiar. Assim se promete tudo e não se dá nada. Governos irresponsáveis, pais irresponsáveis.
Então emprestam dinheiro do Fundo Monetário Mundial (FMI) e assim se vai levando muito samba, futebol, drogas e marginalidade.
Em 1998, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou aproximadamente 700 mil partos entre adolescentes, destacando-se 37 mil partos entre meninas de dez a 14 anos de idade - 1,22% do total de partos.
Pelo registro civil pode-se adicionar o equivalente a 16% dos partos que restaram fora da contabilidade do SUS; que totalizaria por volta de 850 mil nascimentos nesta faixa etária.
Show de bola em questão de desenvolvimento!
As causas já sabemos de cor:
- Atração sexual precoce.
- Início da vida sexual mais cedo.
- Pouco conhecimento e quase nenhum acesso aos métodos eficientes de contracepção.
- Fragilidade familiar.
- Repressão religiosa e falta de diálogo e preparo dos pais.
- Informação tardia e desqualificada sobre sexo e anticoncepção.
As conseqüências médicas e psicológicas são: prematuridade, hipertensão arterial na gestação, baixo peso ao nascer, anemias e infecções.
Problemas com a escola, baixa auto-estima, culpa e depressão.
A gravidez na adolescência vem se tornando, cada vez mais, um problema de saúde pública devido ao aumento de sua incidência. Ainda podem ser salientadas como fatores co-responsáveis por essa situação a desarticulação e a influência dos meios de comunicação. A maternidade neste período tem importantes conseqüências sociais, emocionais e fisiológicas. Dentre as sociais menos qualificadas, baixa remuneração e pouca satisfação pessoal. Observa-se também tendência a repetir gestações em curto espaço de tempo, levando as crianças assim nascidas a Ter maior probabilidade de serem rejeitadas.
Emocionalmente, as mães adolescentes, ao assumirem responsabilidades peculiares à vida adulta, para as quais não estão preparadas, interferem nas condições necessárias para um desenvolvimento integral e maduro de sua pessoa, podendo vir a manifestar futuramente comportamentos imaturos. Por outro lado, sabe-se que a adolescente grávida tem um elevado risco de incoerências médicas, entre a doença hipertensiva específica da gestação, infecções vaginais e anemia, o que nos leva a situá-la como paciente que requer maiores cuidados e atenção. Desse modo é fundamental que se inicie o pré-natal logo após a verificação da gravidez. Hoje vivemos o tempo todo da medicina preventiva.
» Depressão Pós-Parto
A gravidez é um estado de saúde da mulher. Mas impõe uma série de mudanças ao corpo, e aos sentimentos da futura mãe.
Hoje o pré-natal médico está muito bem assistido, no entanto o pré-natal psicológico e social ainda tem diferenças.
É preciso cuidar também do nascimento da mãe e não só do nascimento da criança.
Esse futuro não tem sentimentos em relação a positivo e negativo à gravidez. Sempre que uma gestante não expressar sentimentos e reprimi-los vão ter mais chances de depressão pós-parto.
Depressão significa não expressão de sentimentos.
Durante o pré-natal fale sobre tudo com seu obstetra.
O estado depressão pós-parto não aparece só sob a forma de tristeza.
Mães obsessivas com cuidados com o nenê, com mania de limpeza ou muito agitadas podem estar deprimidas. Por isso, queridas leitoras, não deixe para o pós-parto o que pode ser evitado no pré-parto.
» De Volta para o Futuro
Engravidar acena com forças de futuro.
Abre-se um painel de possibilidades novas para frente.
É como dirigir um automóvel. Você olha quase sempre para frente e ás vezes no retrovisor.
É o passado que se faz presente.
Abortar é então retroceder na perspectiva do futuro que na vida mental já é presente.
Quando uma mulher pega um exame e lê o resultado positivo da gravidez, na sua vida mental esse filho já existe, é real e idealizado.
Um aborto para nossas emoções funciona como a perda de um filho, não importa que seja um mês de gravidez.
As causas podem ser várias: genéticas, infecciosas, hormonais ou por doenças ginecológicas (mioma) ou clínicas (diabetes, hipertensão arterial).
A importância do pré-natal é fazer diagnóstico precoce e correto.
Alguns abortos são inevitáveis, outros são evitáveis. Para isso o ultra-som nos ajuda muito.
O importante é saber que um aborto espontâneo não atrapalha uma próxima gravidez. É até bastante freqüente um aborto na primeira gravidez.
Porém o aborto provocado quando mal feito como físicas e emocionais.
Às vezes é importante lembrar que em mulheres com RH- e o parceiro RH+ pode haver sensibilização, causando uma espécie de alergia que pode complicar uma próxima gestação.
Hoje já existe uma vacina que previne esses problemas quando é feita após o aborto. Por isso cuide-se e procure sempre um médico para ser bem orientada.
» Controle de Temperatura
A temperatura do corpo varia ao longo do ciclo menstrual - durante a ovulação verifica-se uma queda e depois desse período, um aumento da temperatura.
Três dias após essa subida estará terminando o período fértil. A temperatura deve ser medida durante três ou quatro minutos e sempre no mesmo local: boca ou vagina. Deve-se fazê-lo de preferência de manhã, antes de iniciar a atividade diária ou depois de um período de repouso.
» Coito Interrompido
É um dos métodos menos seguros. Ao interromper o ato sexual antes da ejaculação, há grande possibilidade de se liberar algumas gotas de esperma sem que o homem perceba.
» Calendário (Tabelinha)
É um método inseguro, que funciona da seguinte forma: durante alguns meses, anota-se a duração de cada ciclo menstrual (desde o primeiro dia da menstruação até a véspera da seguinte). Os dias de risco são os do meio do ciclo, entre o 9º e 16º. Mas, dificilmente se consegue definir com rigor qual é o período fértil porque os ciclos menstruais raramente têm a mesma duração e fatores externos podem alterá-los.
» A Gravidez, a Pele e os Cosméticos
Enquanto a medicina não contava com os recursos não se sabem que pela pele poderíamos ter substâncias que chegando até o nenê.
Pois é, sabemos que a pele é levemente permeável e para algumas substância é bastante fácil atravessá-la e chegar à circulação.
Os cosméticos, por exemplo, usados para realçar os olhos, a boca, ou seja, para embelezar a mulher, podem ser prejudiciais em alguns casos.
Os cremes hidratantes podem ser usados e muitas vezes são até indicados por aumentar a elasticidade da pele, auxiliando na prevenção das estrias.
Mas na realidade o que mais ajuda na prevenção das estrias é a idade.
Quando mais nova a gestante, maior a chance de ter estrias.
As maquiagens da face, pó, batom e sombras podem ser utilizados.
Os projetores solares podem ser usados sem problema e até são indicados para muitas complicações do sol.
As tinturas de cabelo não devem ser usadas no primeiro trimestre (três meses) da gestação, pois muitas destas têm substâncias que podem prejudicar o embrião pequeno.
Os shampoos estão liberados sem problemas e os esmaltes e seus removedores também.
Por isso, leitoras não se esqueçam de cuidar da pele e da alimentação.
E não esqueçam: não usar medicamentos por boca sem perguntar no seu pré-natalista se são prejudiciais. E o fumo que além de tudo também prejudica a pele.
» Amamentação: Alimentar ou Nutrir?
- Alimentar significa fornecer substância para a criança se desenvolver organicamente e crescer.
- Nutrir significa dar colo, afeto, carinho e também o leite.
O melhor leite é sempre aquele da mulher vivida. Aquela que viveu e vive toda sua alegria e tristeza, amor e ódio, esperança e frustração, depressão e orgasmo. O leite não passa só anticorpos e proteínas. Passa também uma história de vida.
Amamentar gera ansiedade, alegria, dor e erotismo. Mas pode gerar escravização. Mãe que se sente escrava, por favor, dê a mamadeira.
O melhor tempo de amamentar é o seu tempo. Aquele que você pode sentir em amamentar. Não existe um tempo fixo ideal. Os sentimentos despertos com a amamentação estão intimamente relacionados com a história da vida da mãe.
Assim entrarão em jogo fatores culturais, sociais, antropológicos e principalmente sentimentos originados na fase de aleitamento dessa própria mãe.
As impressões nascidas na amamentação da mãe, enquanto recém-nascido permanecem poderosos e inconscientes.
A sensação de saciedade, ou ao contrário a carência, desamor poderão contribuir em parte, para capacidade de amar dessa pessoa. A mulher que teve dificuldade para gostar do seu corpo e de secreções pode desprezar o seu leite o seu leite ruim.
A ansiedade é o mais freqüente dos sentimentos associados à amamentação.
O parto pode ser compreendido pela emoção dessa nova mãe como uma perda. Com o parto a gestante mãe deixa de ter a posse visceral do filho que entra no mundo concreto. Além disso, deixa de existir o filho idealizado para entrar em cena o filho real, dependente e imperfeito.
É o ser humano que chegou com suas esperanças, sua luz, mas também com suas características negativas e suas exigências tirânicas.
Muitas vezes a expressão da ansiedade se faz por sintomas psicossomáticos como, por exemplo: dores das mais diversas, insônias, fobias, etc.
Há também uma desexualização da relação com o parceiro.
A nova mãe quer fazer-se completa com o filho, e assim não deseja o pai.
Este cidadão que já se sente excluído desde a gravidez torna-se muitas vezes um terrorista.
Ele é rejeitado.
O retorno à atividade sexual é adiado às vezes por um tempo que o ansioso homem se angustia. Mas existe muito erotismo na relação com o bebê.
O prazer pode até gerar culpa. O deleite se transforma em açoite.
A amamentação é e cria a essência da sexualidade humana.
A grandiosidade do amor materno pode ser medida por x meses de amamentação ou pelo tipo de parto.
Amor é muito mais que uma função.
- Menstruação
» Quais outros Dispositivos que Suspendem a Menstruação e seus Sintomas?
Contraceptivo injetável: é uma injeção de hormônios depositários (medroxprogesterona) que dura três meses. Efeitos colaterais, como retenção líquidos, podem ocorrer. É prático e mais barato que os outros métodos.
Mirena: É um dispositivo ultra-interino que libera progesterona sintética diretamente no útero. Sua ação localizada é a grande vantagem, pois o organismo absorverá muito pouco dos hormônios. Dura cinco anos.
» Por que parar de sangrar?
Hoje as mulheres menstruam mais. Sangram cerca de 400 vezes ao longo da vida. Até o fim do século XIX, a menarca (primeira menstruação) ocorria no final da adolescência (entre 16 e 17 anos) e atualmente ocorre por volta dos 12 anos. No passado, as taxas de fecundidade eram bem mais altas que as atuais. Ou seja, sempre às voltas com a gravidez, as mulheres raramente ultrapassavam a média de 100 menstruações ao longo da vida. Como conseqüência do aumento de menstruações, os problemas menstruais como a tensão pré-menstrual (TPM), a endometriose, as cólicas menstruais, miomas e as anemias, para quem menstrua muito, ficaram mais comuns.
» Os porquês da TPM - Tensão Pré-Menstrual
Alterações físicas (inchaço, aumento do volume da barriga, mamas sensíveis, intestino preso) e psíquicas (tensão, alterações de humor, sonolência, cansaço e depressão) marcam os dias que antecedem a menstruação.
Já foram relatados mais de 200 sintomas associados à tensão pré-menstrual (TPM) que afetam o corpo, as emoções e o comportamento femininos. No entanto, se a mulher estiver em um período bom, amando e sendo amada, pode não sentir nenhum mal-estar naquele mês. Mas, se ao contrário, estiver mal, em bom português, mal-amada e mal-comida, sem amar ninguém, sem usar seu poder criativo, os sintomas podem incomodá-la bastante.
Um bom exemplo de TPM é mostrado no filme Tom e Viv, que conta a história do poeta americano T.S. Elliot e sua esposa. Viv era informada com a repressão ao seu sexo. Rebelde, brigava por seus interesses, queria trabalhar. Os sintomas de TPM que ela apresentava eram interpretados como desequilíbrio mental pela sociedade repressora da época. Acabou internada em uma clínica psiquiátrica até a menopausa, quando o seu mal-estar passou. Marilyn Monroe, símbolo sexual das décadas de 50 e 60 também sofria de TPM grave.
No fórum central da cidade de São Paulo, por sua vez, conta-se a história de uma juíza titular de uma nova vara criminal que se sentia absolutamente insegura e emocionalmente instável nessa fase do ciclo. Era um verdadeiro pesadelo quando tinha de emitir algum julgamento naqueles dias, pois temia cometer injustiças. De fato, na fase que antecede a menstruação, a mulher é um vulcão prestes a entrar em ebulição. Mas depois que a lava desce, assim como todo vulcão, ela se acalma. Mesmo assim, naquelas mulheres que estão de bem com a sua sexualidade, esta fase de maior sensibilização pode ser extremamente produtiva e criativa. Em algumas, aliás, ocorre o inverso; este é justamente o momento em que sua resposta sexual está mais intensa.
Todas as mulheres que se sentem limitadas para exercer suas atividades devido à TPM devem buscar tratamento. Cada paciente requer uma avaliação individual e uma terapêutica visando o alívio dos seus sintomas, pois não há tratamento específico contra a TPM. O uso da pílula anticoncepcional costuma melhorar o quadro. Porém, nos casos mais graves, o mais moderno e eficiente é impedir a ovulação e também a menstruação, utilizando-se hormônios implantados sob a pele.
» Os recursos para interromper o ciclo
Uma das primeiras respostas que se obtêm quando se questiona uma mulher sobre seu interesse de parar de menstruar é uma pergunta: Pode?. Vem seguida de outras: Faz mal? Como se faz?.
A resposta é aparentemente simples. Suas aplicações, complicadíssimas. Os médicos só são unânimes em recomendá-las em casos de doenças provocadas pelo ciclo hormonal, mesmo assim, a duração e o método ainda são polêmicos.
O ciclo menstrual é chamado de gravídico e dividido basicamente em duas fases. Na primeira, anterior à ovulação, há um aumento de hormônios estrogênicos. Acredita-se que responsáveis pela boa disposição e apelo sexual do período. O processo de endométrios começa justamente ai. Parte do sangue acumulado no útero não sai pela vagina. A natureza criou um processo de reaproveitamento desse sangue, com seu influxo para a barriga. Mas nessa volta, fragmentos podem criar aderências nos intestinos, ovários e outros órgãos, originando a doença. A repetição desse processo anos a fio pode levar a completo enrijecimento dos tecidos dos órgãos sexuais.
Para curar a indometriose os médicos indicam a suspensão temporária ou definitiva da menstruação. Entre os diversos métodos para evitar a menstruação estão à retirada dos ovários e do útero ou da cauterização do endométrio. Todos esterilizam a mulher e normalmente são utilizados em processos com grandes problemas de saúde relacionados a esses órgãos. A inibição temporária do sangramento pode ser feita pelo uso continuo da pílula anticoncepcional oral ou vaginal.
Não existe ainda no mercado um produto específico para essa segunda aplicação. Os implantes são pequenos tubos aplicados sobre a pele que liberam hormônios lentamente. Todos esses métodos mantêm os níveis hormonais médios e suspendem a ovulação, funcionado também como métodos contraceptivos temporários, podendo ser interrompido quando se pretende engravidar. Todos os médicos afirmam que cada mulher se adapta melhor a um tipo de tratamento e pode ter ainda ter de conciliá-lo com mudanças em seus hábitos de alimentação e sono.
» O que há de Novo - Anticoncepcionais que Suspendem a Mentruação e seus Sintomas
Contraceptivo injetável é uma injeção de hormônios depositários (medroxprogesterona) que duram três meses. Efeitos colaterais, como retenção de líquidos, podem ocorrer. É prático e mais barato que os outros.
Implante subcutâneo É um tubinho fino implantado no braço da paciente que libera gradualmente hormônios na corrente sangüínea. A vantagem e que a contaminação de hormônios é feita de acordo com o perfil da mulher, e é manipulado de forma a amenizar os efeitos colaterais que pode vir a manifestar em cada uma.
Mirena É um dispositivo ultra-interino que libera progesterona sintética diretamente no útero. Sua ação localizada é a grande vantagem, pois o organismo absorverá muito pouco dos hormônios.
» TPM Coletiva - Programas que Ajudam Mulheres a Descobrir, Diagnosticar e Tratar os Sintomas da Tensão Pré-Menstrual
Quase todo mundo já ouviu falar que, quando um grupo de mulheres convive muito, a maioria acaba menstruando em datas próximas. É como se fosse um reset e sincronizassem as fases do ciclo na mesma época, estimuladas por um conjunto de substancias chamado feromônios.
É ai que mora o perigo: muitas mulheres menstruando juntas são sinônimas de muitas mulheres sofrendo de TPM ao mesmo tempo. Dá para imaginar o potencial explosivo?
A TPM, que existe desde sempre, só começou ser levado a sério quando a mulher entrou não mercado de trabalho. Mas boa parte das mulheres desconhece síndrome e a possibilidade de tratamento.
No caso do HC, ele pode significar uma receita com medicação apropriada ou, se for o caso, o encaminhamento da paciente para algum cuidado específico. Quem resolveu levar esse problema a sério, ou melhor, levar essa informação para fora do consultório foi o ginecologista Malcolm Montgomery.
Depois do sucesso da minissérie Mulher, exibida pela Rede Globo, e baseada em um de seus livros, Montgomery montou uma palestra-show. Na companhia de seis músicos, onde ele muitas vezes empunhando o violão e o microfone, o médico mescla música com informação sobre saúde.
Durante uma hora e meia fala de adolescência, mudanças hormonais, gravidez, parto e menopausa, para públicos tão diferentes quanto o do auditório de empresas, clubes associações de bairros, universidades. Não acho quer as pessoas não têm informação. O problema é a falta de atitude por causa de um monte de mitos, crendices e tabus. Essa palestra serve para aproximar médico de paciente e fazer com que elas usem as informações que, às vezes, já têm, diz Montgomery.
» O que é Dismenorréia?
Dismenorréia é o termo médico utilizado para definir dores menstruais, ou seja, as dores que algumas mulheres apresentam periodicamente na região inferior do abdômen, coincidindo com o seu período menstrual.
» O que é Amenorréia?
É o nome científico dado a menstruação irregular e a suspensão da menstruação.
» Menstruar ou Não eis a Questão
Toda mulher saudável menstrua vai menstruar ou já menstruou. Por isso, mesmo que muitas sofram com TPM, cólicas e outras dores, elas têm que conviver com incômodos. Ou melhor, tinham. Há anos, a medicina vem pesquisando, formas de amenizar esse sofrimento feminino mensal. Agora, o que parece estar surtindo efeito é uma nova geração de contraceptivos, além de evitar a gravidez, podem suspender a menstruação e, conseqüentemente seus sintomas.
Um desses anticoncepcionais é o Mirena, lançado este mês e anunciado como um método revolucionário. Exageros à parte, o dispositivo intra-uterino é inserido através da vagina e libera hormônios diretamente no útero, o que diminui a possibilidade de efeitos colaterais, exceto a amenorréia (suspensão da menstruação). É ai que um grupo grande de mulheres percebe a vantagem: uma vida mais cômoda, longe da ditadura dos absorventes. Assim o Mirena, que durante cinco anos, existem outros contraceptivos, com mecanismos semelhantes de interrupção do fluxo menstrual. É o caso do implante subcutâneo (com duração de seis meses ou um ano), que libera progesterona sintético na corrente sangüínea, e da injeção intramuscular de hormônios depositários, aplicada de três em três meses.
Até a própria pílula tomada ininterruptamente, impede a menstruação. A modelo Claudia Liz, as atrizes Suzy Rego e Vanessa Mesquita, a Vj Fernanda Lima e a apresentadora de TV Cléo Brandão são algumas famosas que aderiram o implante subcutâneo. Entre as que tiveram (mas já tiraram) estão Milla Chrysti e Ana Paula Arósio. Marília Gabriela também teve.
» Menstruar Não é Indispensável para a Mulher?
A menstruação é cercada de afeto e crendices, e a cultura das pessoas que deve ser respeitada. Muitas vêem a menstruação como uma coisa de purificação e menstruar para elas é importante.
» Menstruação: um Fenômeno
A menstruação é, de fato, um assunto bastante polêmico. Você sabia que menstruar é um fenômeno da mulher moderna? É! As nossas tataravós menstruavam muito pouco ou não menstruavam. Que tal fazer uma conta juntos? Há 200 anos, a primeira menstruação da mulher acontecia entre 15-17 anos e acabava entre 42-45 anos. São mais ou menos 25 anos de ciclos.
A mulher de hoje, por sua vez, inicia a menstruação entre 10-12 anos e pára entre 48-52 anos. São cerca de 40 anos de ciclos! Há sem dúvida uma grande diferença. Como não existiam antibióticos e a medicina pouco conhecia sobre as doenças, havia um alto índice de mortalidade entre os recém-nascidos (morriam mais da metade dos bebês).
De cada dez crianças nascidas, apenas de três a cinco conseguiam sobreviver. Por isso, as mulheres engravidavam em média dez vezes (dez gestações = 90 meses / um ano de amamentação em média=120 meses / 90 + 120 = 210 meses. Ou seja, são 17,5 anos (210 meses divididos por 12) sem menstruar em um total de 25 ciclos, porque na gravidez e na amamentação não se menstrua. Já a mulher moderna, nos seus 40 anos de ciclos, engravida em média apenas duas vezes e amamenta cerca de seis meses.
Resultado: são apenas 2,5 anos (30 meses divididos por 12) sem menstruar em um total de 40 ciclos.
Há 20 anos quando minhas alunas na Faculdade de Medicina e Psicologia me abordavam preocupadas como fim de semana menstrual eu já orientava para usarem a pílula anticoncepcional sem interrupção.
A simples adoção de um regime contínuo resolvia o problema deles assegurando um período longo livre dos desconfortos.
Dizia a elas: Façam como desejarem se quiserem podem sangrar uma vez na primavera, outra no verão, uma no inverno e outra no outono. Se preferir a cada quatro, cinco ou seis meses. Isso só te protege mais da infertilidade, da TPM, do câncer, das cólicas. Hoje os implantes hormonais melhoria, pois a dose é menos e não existe a passagem pelo fígado. Por isso leitora, menstruação é fenômeno moderno da mulher sociabilizada e não tem nada a ver com o natural.
Natural é engravidar e amamentar. Inconcebível para a natureza é ovular numa freqüência que a mulher atual ovula. Sangrar repetidamente não estava nos planos da mãe natureza.
» Menstruação: a polêmica
Lilith foi à primeira mulher. Criada por Deus do mesmo pó que ele próprio se constituiu, não aceitou a submissão e foi expulsa do Paraíso. A tradição grego-romana a descreve como cheia de sangue e saliva, ou menstruação de sangue e desejo. Exilada no inferno simbolizará o lado escuro da lua, a face oculta da Eva, aquela que procurou seu lugar no mundo dos homens.
Desde então as luas cheias e crescentes serão o do influxo, da plenitude da infertilidade. Quando, nos ciclos minguantes, ela esconde seu rosto, domina Lilith, a que sangra, a ausente, a infértil.
Até onde esse mito repercute na mulher moderna é difícil precisar. Mas, sem dúvida, as questões que levanta sexualidade, fertilidade, menstruação, continuam a dominar a vida da mulher de todos os tempos, isso pode mudar a partir de uma proposta que ganha adeptos nos consultórios de ginecologia brasileira. A mulher poderia, sem prejuízo para sua saúde, parar de menstruar quando quisesse. É claro que esta idéia não surgiu como aplauso geral.
Médicos psicólogos, profissionais de recursos humanos e, sobretudo as mulheres têm dúvidas e questões de todo o tipo. Aparentemente oculta à intimidade feminina, essa é uma daquelas mudanças que altera todas as relações sociais. Afinal, como seria conviver com mulheres que não têm as explosões da tensão pré-menstrual, mas também não mostram nos olhos o brilho daqueles dias férteis em que seu corpo está repleto de hormônios?
» Mastodinia?
Dor na região mamária.
» Endometriose
Doença em que células do revestimento uterino se espalham em vários locais do abdômen.
» Elas e TPM
Só 15% das mulheres não têm sintomas pré-menstruais. Dos 85% restantes entre 30% a 40% têm o tipo mais grave, que incluem sintomas com falta de coordenação, ansiedade, dor muscular, dor de cabeça, depressão, ganho de peso, irritabilidade, hostilidade, choro fácil, esquecimento e fadiga.
» A Menstruação: Aliada ou Vilã?
O ciclo menstrual é uma preparação para a gravidez. Todo santo mês seu corpo faz uma tentativa nesse projeto. Anos atrás o número de mulheres era menor (porque muitas morriam no parto) que o de homens, ou seja, o assédio dos machos era constante e elas cumpriam esse papel na reprodução.
As mulheres viviam grávidas e nossa cultura reprimia todo seu potencial de prazer no sexo. Hoje as mulheres ganharam uma luta histórica, autonomia e liberdade para exercitar o sexo com anticoncepcionais modernos para evitar a gravidez, ou seja, muitos ciclos e pouca gravidez. Aí aparecem as doenças do ciclo: cólicas menstruais graves, TPM endometriose. Ganha-se aqui perde-se lá. Para felicidade e comodidade, a ginecologia moderna tem instrumentos para ajudá-las nesses problemas. Para quem não tem problemas com o ciclo.
Ótimo! Deixa rolar! Mas quem sofre dores, nervosismo, inchaços, perda de controle e está sujeita a infertilidade pela endometriose, o tratamento atual é suspender a menstruação. Por isso não se assuste se algum ginecologia lhe propor esse tratamento.
- Métodos Contraceptivos
» Implantes Hormonais
São pequenos tubos de silásticos (um tipo de silicone) que são colocados sob a pele e liberam quantidades mínimas e eficazes de hormônios (elcometrina e gestrinona).
É um anticoncepcional eficientíssimo (em nossa experiência não tivemos nenhuma gravidez), que suspende a menstruação, acaba com a TPM, protege e cura a endometriose (doenças que causam a infertilidade) diminui os miomas uterinos, diminui a anemia e protege contra o câncer ginecológico.
São colocados na região superior das nádegas (são completamente diferentes do implante que é colocado no braço) com anestesia local, não é preciso ponto.
Os efeitos colaterais são mínimos, em algumas mulheres podendo aumentar a oleosidade da pele. Mas uma fórmula manipulada resolve.
Em termos estéticos, 94% das mulheres que usam esses implantes perdem peso, definem musculatura e perdem a celulite.
No comportamento psicológico, eles são motivacionais e aumentam o desejo sexual.
Nossa experiência é grande, em muitos anos de uso, 96% das pacientes que usam estão satisfeitas.
Os implantes são avanços que vieram para ficar, pois são confortáveis, não incomodam e a troca é semestral e anual.
Pelo fato de entrarem pela pele (subcutâneos) os hormônios circulam e não passam pelo fígado, e este é também um benefício e uma vantagem.
» Diu com Hormônios (Mirena)
É um DIU moderno que libera hormônios (progesterona) no útero, diminui e elimina o fluxo menstrual.
Eficiente com o mínimo de efeitos colaterais.
» Espermicida
Em forma de gel ou creme, deve ser aplicado na vagina antes do ato sexual. A eficácia do produto depende muito de uma correta utilização. Respeite sempre o tempo necessário, indicado na bula, para que a medicação comece a fazer efeito. Ajuda a prevenir algumas DST, aumenta a lubrificação e pode ser usado imediatamente após o parto. Pode causar desconforto, irritação da pele e até queimaduras e feridas, se usado várias vezes ao dia.
» Camisinha Masculina
A camisinha do homem é uma capa ou luva de látex feita para cobrir e se ajustar ao pênis ereto, formando uma barreira física entre o órgão masculino e a vagina. Algumas são revestidas com espermicidas. Disponíveis em uma grande variedade de tamanhos, formas, cores e texturas. Evitam a AIDS e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). A principal queixa é certa perda de sensibilidade e pode-se romper se não for colocado corretamente.
» Camisinha Feminina
A feminina ainda não conseguiu conquistar muitas adeptas, pois não é muito prática. Espécie de cruzamento do diafragma com o preservativo masculino deve ser inserida pela própria mulher no fundo da vagina. Evita a AIDS e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Pode não ser muito segura se o produto não for colocado corretamente.
» Anel Vaginal
Nuvaring é um anel colocado uma vez por mês no fundo vaginal pelo próprio paciente.
A absorção dos hormônios se faz pela vagina, não atrapalha a relação sexual e não passam pelo fígado. Eficientes e reversíveis, mínimos efeitos colaterais.
» Adesivo
EVRA: É semelhante à pílula anticoncepcional, porém colocados suavemente na pele, a troca é semanal.
Eficientes e mínimos efeitos colaterais.
- Menopausa
» TRH - Terapia de Reposição Hormonal
O primeiro ponto importante na abordagem de uma paciente que perto ou em menopausa é que sempre alguém nos procura é porque está buscando ajuda e não simplesmente uma medicação.
Nosso ciclo vital é marcado por períodos de mais estabilidade por período de transição.
Climatério é transição no sentido de modificações biológicas (declínio da função ovariana e suas repercussões no metabolismo geral) psicológicos (questionamento que interferem na auto-imagem e auto-estima) e sociais (modificações de vínculos e inserções, mitos e crenças).
Com essas premissas temos condições para ouvirmos cada mulher como um ser único; com sua história e com a sua visão da menopausa.
Esclarece-se o que acontece com seus hormônios, suas repercussões e os benefícios da reposição. Sempre se lembrando de individualidade na transição. Algumas que atravessam o período tranqüilamente e aquelas que quase adoecem com as transformações.
Importante lembrar todos os benefícios os preventivos que naquele momento pode não ser palpável pela própria dificuldade da climática compreender o futuro (é comum a negação atuar como a principal defesa psicológica).
Em relação à cliente a organizar uma pasta para que todo ano os exames possam ser comparados. Esse estímulo é importante, pois quando a cliente divide a responsabilidade de sua terapia fica mais fácil a aderência na reposição e na prevenção e na prevenção do câncer.
Explicar claramente os efeitos colaterais para que ela não surpreenda com um possível sangramento. Sempre coloco na ficha, na presença da cliente em uma coluna os efeitos benefícios e os possíveis efeitos colaterais em outra.
Assim no retorno fica claro que os benefícios ultrapassem de longe os possíveis desconfortos.
» Reposição Hormonal e a Fobia do Câncer
Com todos os recursos atuais da medicina moderna ainda não conseguimos compreender a causa do câncer.
A única certeza na causa dessa doença é que sua origem é multifatorial, ou determinada por inúmeros fatores.
Outra certeza é que com aumento de longevidade das pessoas sua incidência aumenta.
Isso significa que é mais freqüente, não por sugestão e sim por fato científico nós sabemos que nesse período da vida os hormônios estão em níveis bem menores que em períodos como adolescência e maturidade.
Muito bem, fica então fácil de entender que se o câncer de próstata e o câncer de mama tivessem uma origem puramente hormonal sua incidência seria maior aos 25 anos que é a fase que os hormônios estão em alta no nosso organismo.
Por isso quando estimulo vocês, queridas leitoras a procurar seu médico e repor hormônios quando estão faltando é porque a comunidade científica mundial mais atualizada não associa à hormônios exclusivamente.
Outra boa notícia é em relação ao câncer de mama em mulheres, os atuais relatórios são firmes em dizer que mulheres que fazem reposição hormonal morrem menos de câncer de mama do que aquelas que não fazem.
Sabe por quê?
Porque essas que usam a reposição hormonal fazem os exames de prevenção semestralmente e por isso se faz diagnóstico precoce.
E câncer de mama diagnosticado no início é curável.
Por isso te cuida abacaxi! E a vida até os cem anos com dignidade e qualidade de vida.
Além dessa vantagem, eles entram em doses pequenas e suficientemente capazes de te dar conforto e proteção.
Outra imagem torcida que a mídia passa é que a Isoflavona (substância retirada da soja é hormônio natural).
Há pouco tempo atrás, a mídia jogou uma informação alarmante no ventilador e esperou a reação. Reposição hormonal dá câncer e infarto em mulheres americanas.
É triste quando a imprensa não se responsabiliza em trazer informações adequadas e criteriosas e joga com a emoção das pessoas.
Essa informação foi inadequada porque generaliza uma forma de tratamento através de um único tipo de reposição hormonal.
E o pior, um tipo de reposição antiquada e não mais usada há muito tempo por nós ginecologistas atualizados.
Hoje temos reposições hormonais com hormônios bio idênticos.
E o que é um hormônio bio idêntico?
É aquele cuja fórmula química é igual ao que o teu ovário fabrica, ou seja, igual ao natural.
Os implantes modernos trazem a possibilidade de os hormônios entrarem no teu corpo diretamente, ou seja, sem passar pelo seu fígado.
Besteira! Associam como natural porque vem da planta.
Mas, queridas leitoras, isso é ingenuidade do mundo natureba!
Maconha, cocaína, heroína, nicotina também vem da planta e nem por isso é bom ao organismo.
O hormônio que pode ser chamado de natural é o hormônio que é idêntico quimicamente ao hormônio do teu ovário.
E depois associar a classificação natural como ótimo e maravilhoso é também ingenuidade.
Doença é natural.
Micróbio é natural.
Mutação gênica do câncer é natural.
Ou nós lutamos com muita garra na vida ou o envelhecimento natural vai ser triste, paralisante e pouco poético.
Hormônio de reposição é energia e qualidade de vida.
Por todos esses motivos não podemos esquecer que quando optamos por uma esterilização cirúrgica.
Estamos mobilizando emoções e remexendo em sentimentos muitas vezes fora do alcance de nossa consciência racional.
» Reposição de Hormônios e a Qualidade de Vida
Devido aos progressos da medicina atual o tempo de idade está aumentando. Hoje a mulher que se cuida alcança os 74 anos. São 25 anos após a menopausa. O que é menopausa?
É a última menstruação, que vem acompanhada de várias mudanças:
- Irregularidades menstruais do sono, humor e da libido (40-50 anos);
- Vagina seca, alteração do colesterol e nas artérias, distúrbios urinários e perda de cálcio nos ossos (osteoporose) (55-65 anos).
Após os anos 70 a famosa doença de Alzheimer que é uma forma de demência dos idosos.
Mas quando nós repomos os hormônios que faltam tudo isso é prevenido e amenizado.
São hormônios naturais e diferentes dos hormônios das pílulas. Hoje repomos hormônios por implantes sob a pele com duração de um ano.
O que é que muita gente (muito médico) tem preconceito com os hormônios.
Se você envelhece e não consegue ler, coloca óculos para repor a função da visão.
E se seus dentes estragam você coloca um novo para repor a função da mastigação.
Os hormônios têm muitas funções.
Os hormônios de reposição vieram para:
- prevenir doenças da circulação sanguínea e do coração;
- evitar a osteoporose (enfraquecimento dos ossos);
- diminuir o envelhecimento precoce;
- jogar fora a depressão, manter uma estética feminina, o brilho da pele;
- conservar o desejo e o interesse sexual, assim como a lubrificação vaginal;
- combater calores, a insônia e os suores noturnos;
- manter a memória e o raciocínio;
- conservar o tato, a audição, o olfato e as fantasias;
- reduzir o risco do mal de Alzheimer (demência senil) após os 70 anos.
Converse com seu médico. Reponha. A qualidade de vida é outra. Garanto!
» A Sexualidade e os Calores da Menopausa
A sexualidade é estruturada por um tripé:
Auto-estima (como me sinto);
Auto-imagem (como vejo);
Atividades sociais físicas e intelectuais.
A sensação de bem-estar que dá motivação e aquela agressividade saudável para enfrentar o dia a dia depende de um hormônio com funcionamento entre mente, corpo e relacionamentos sociais.
A mulher que apresenta insônia, calores, vagina seca, urgência urinária e alterações de memória, pela ressecada, cabelos quebradiços, desmotivação, fadiga, não pode ter saúde para enfrentar o dia a dia.
Interessante é que se aos 50 anos minha vista tornou-se cansada. O que fazer? Procure um oftalmologista e use óculos de lentes adequadas.
Se meus dentes enfraquecem com o tempo eu procuro implantes para substituí-los.
Ora, se estrogênio que dá todas as características e protege os ossos, artérias e veias e melhora o bom colesterol porque não repor.
Ossos fortes dependem de três fatores:
1 - Herança genética da mãe e do pai.
2 - Alimentação rica em cálcio, exercícios físicos e abstinência de tabagismo e uso abusivo de álcool.
3 - A alimentação do processo de perda óssea relacionada com a idade e a perda hormonal.
Converse com seu médico, porém se certifique se ele é um profissional atualizado e moderno se não o máximo que você vai conseguir dele é calmante para as histerias de menopausa.
A reposição hormonal te dá também à chance de visitar seu médico regularmente e fazer exames preventivos.
Pense grande!
Associam como natural porque vem da planta.
Mas, queridas leitoras, isso é ingenuidade do mundo natureba!
Maconha, cocaína, heroína, nicotina também vem da planta e nem por isso é bom ao organismo.
O hormônio que pode ser chamado de natural é o hormônio que é idêntico quimicamente ao hormônio do teu ovário.
E depois associar a classificação natural como ótimo e maravilhoso é também ingenuidade.
Doença é natural.
Micróbio é natural.
Mutação gênica do câncer é natural.
Ou nós lutamos com muita garra na vida ou o envelhecimento natural vai ser triste, paralisante e pouco poético.
Hormônio de reposição é energia e qualidade de vida.
Por todos esses motivos não podemos esquecer que quando optamos por uma esterilização cirúrgica.
Estamos mobilizando emoções e remexendo em sentimentos muitas vezes fora do alcance de nossa consciência racional.
- Implantes
» Quais os Tipos de Implantes Anticoncepcionais no Brasil?
Elcometrina: uma pequena haste é introduzida sob a pele do bumbum. Tem efeito de seis meses. No primeiro semestre de uso, 50% das pacientes apresentam irregularidades. No segundo, o índice cai para 10%. Na troca para o terceiro, praticamente todas param de menstruar. Vantagens: diminui o inchaço e reduz grandes focos de endometriose. Desvantagens: 15% das mulheres sofrem perda da libido, por isso é comum associar à substância uma pequena dose de testosterona.
Gestrinona: tem ação diferente e duração maior: um ano. É aplicado no bumbum. Dois meses depois, a maioria pára de menstruar. Vantagens: corta a TPM, combate a celulite, eleva um pouco a libido e contribui para o ganho de massa muscular nas mulheres que praticam esporte. Desvantagens: aumenta a acne e pode estimular o apetite nos primeiros dois meses.
Implanon: consiste num bastonete flexível introduzido sob a pele do braço. Age durante três anos. Logo no início, 20% das mulheres param de menstruar e 25% passam a fazê-lo a intervalos maiores. Continuando o uso, esses índices sobem para 40% e 35%, respectivamente. Vantagens: alivia a TPM, reduz as cólicas e a intensidade do fluxo nas que prosseguem menstruando. Desvantagens: às vezes causa dores de cabeça e ganho de peso, sobretudo no trimestre inicial. Outras possibilidades são acne, queda de cabelo, aumento dos pêlos do corpo e redução da libido.
» Para Quem é Recomendado o uso de Implantes?
O implante é ideal para quem sofre por causa da menstruação com o ciclo irregular, cólicas, sangramento excessivo ou TPM. Também é bom para quem está chegando ao fim da idade reprodutiva. Nessa fase, acontece a síndrome pré-menopausa, em que há aumento do sangramento e dos sintomas da TPM e irregularidade menstrual por causa da falta de progesterona. O implante pode manter os níveis hormonais e livrar a mulher desses efeitos, mas não dos sintomas da menopausa, quando esta estiver chegando.
» O Uso de Implante Faz com que a Mulher Não Menstrue?
Grande parte das mulheres não menstrua há 40 anos. Isso acontece, por exemplo, com uma mulher que toma pílula há cinco anos. A decisão de tomar a pílula de 21 dias e interromper por uma semana é puramente religiosa e comercial. Portanto, essa mulher não menstrua, apenas sangra já que ela só tem menstruação quando tem ovulação.
» O que Faz o Implante Anticoncepcional?
Ele é de um tipo de silicone, um tubinho menor do que um palito de fósforo colocado sob a pele, um pouco acima da nádega ou no braço. Não aparece, mas é palpável. Libera hormônios que, ao contrário da pílula, não passam pelo fígado para serem metabolizados, as doses de hormônios que carregam são mais baixas e os efeitos colaterais, menores.
É um anticoncepcional eficientíssimo (em nossa experiência não tivemos nenhuma gravidez).
» Implantes Hormonais
O nosso serviço oferece entre outras especialidades a colocação de implantes hormonais.
Os implantes são utilizados para uma gama muito grande de situações que vão desde a reposição hormonal em mulheres menopausadas como tratamento da endometriose, miomatose e diminuição da libido. Também são usados para suprimir a menstruação e como anticoncepcionais.
Em homens a reposição de testosterona é indicada no hipogonadismo, andropausa ou simplesmente quando há hipoandrogenismo.
Os implantes são segmentos de tubo microporoso de silicone contendo em seu interior uma substância pura que pode ser estradiol, um progestínico ou testosterona que é colocado no paciente mediante receituário médico de acordo com o tratamento indicado. O hormônio contido na cápsula vai sendo liberado gradualmente ao longo de seis meses ou um ano. A colocação é feita por uma enfermeira em consultório, com a ajuda de um trocáter. O procedimento não dura mais que dez minutos.
O tratamento com implantes hormonais apresenta muitas vantagens em relação aos outros métodos, tais como o fato de durar um ano, ao contrário da administração oral diária que acarreta muitas vezes o esquecimento e o abandono da terapia. Outra vantagem é a substância ser liberada diretamente na corrente sanguínea evitando o metabolismo de 1ª passagem no fígado eliminando assim efeitos indesejáveis característicos dos medicamentos a base de hormônio.
» Implante Anticoncepcional
A velha e boa pílula anticoncepcional peça fundamental na revolução sexual dos anos 60, está perdendo espaço. Hoje, alguns métodos contraceptivos mais modernos oferecem outras vantagens, além da simples garantia de não engravidar. As promessas vão desde questões polêmicas - como a possibilidade de suspender a menstruação - até a eliminação ou redução dos efeitos colaterais que infernizam a vida das mulheres, como cólicas e tensão pré-menstrual. Por isso, a tendência vai ser aceitar a suspensão total desses tormentos sofridos pelas mulheres.
Agora o que parece estar surtindo efeito é uma nova geração de contraceptivos, que alem de evitar a gravidez, podem suspender a menstruação e, conseqüentemente, seus sintomas.
Pesquisas mostram que faltas e acidentes no trabalho são freqüentes durante a TPM e nos dias de menstruação. Algumas mulheres ficam deprimidas, outras têm dificuldades pra se concentrar, muitas sentem cólicas ou fortes dores de cabeça.
Descrita pela primeira vez em 1931, a TPM pode ser causada por vários agentes, como hereditariedade, estilo de vida e variações orgânicas femininas. Seja qual for a origem, manifesta-se de diversas maneiras, já foram identificados 150 sintomas. Aparecem de forma mais intensa quando a mulher ultrapassa a casa dos trinta anos, filhas de mães com esse mal têm 70% de probabilidade de desenvolvê-los. Fatores externos, como a estresse da vida urbana, podem afetar os níveis de serotonina (substancia que ativa no cérebro, regiões relacionadas ao humor) durante a fase pré-menstrual.
É certo que a oscilações hormonais ao longo do mês também influenciam na TPM. Adaptas da pílula anticoncepcional padecem menos. O remédio impede a ovulação e equilibra os níveis de estrogênio e progesterona. Outras, mais radicais, optam por suspender a menstruação. Injeções e implantes subcutâneos liberam hormônios no organismo e interrompem o ciclo menstrual por um período de três meses a um ano. A maioria das pacientes querem se livrar da TPM, diz o ginecologista Malcolm Montgomery. O médico sustenta que hoje, as mulheres menstruam mais, sangram 400 vezes ao longo da vida. Até o final do século XIX, a menarca (primeira menstruação) ocorria no final da adolescência (entre 16 e 17 anos).
Hoje, ocorre por volta dos 12 anos, sem que a ciência explique ao certo o porquê dessa antecipação. No passado as taxas de fecundidade eram bem mais altas que as atuais. Ou seja, sempre às voltas com a gravidez, as mulheres raramente ultrapassavam a média de 100 menstruações ao longo da vida.
» Implante
Um método que está despertando a curiosidade das mulheres, pois ao mesmo tempo em que é contraceptivo combate problemas como a endometriose e a tensão pré-menstrual. São cápsulas liberando hormônios gradativamente bloqueando os ovários e assim suspendendo a menstruação.
No implante, uma cápsula de três a quatro centímetros é implantada sob a pele das pacientes com baixas taxas hormonais, liberando na corrente sanguínea tanto a testosterona quanto o estradiol - outro hormônio presente no útero.
A cápsula de hormônios - que é feita de borracha e precisa ser substituída anualmente - produziu melhora no libido de 64% das mulheres entre 20 e 35 anos que fizeram o implante e em 78% daquelas entre 35 e 60. A vantagem do implante em relação à medicação via oral é que o medicamento não passa pelo fígado, que retém parte dos hormônios e exige doses maiores. O uso do medicamento terá que ser feito sob supervisão, para evitar as doses excessivas. "O importante é individualizar a paciente para saber o quanto precisa."
» Fechando uma Porta
Reprodução em nível humano é diferente do reproduzir-se em nível animal. Ser mãe e ser pai mobiliza sentimentos, emoções e projeções.
Existe um significado nesse projeto. Para as mulheres ser mãe é algo associado a ser mulher.
Existe uma identidade na experiência e na vivência de uma gravidez.
Para o homem engravidar uma mulher simboliza força, virilidade e poder.
Por todos esses motivos não podemos esquecer que quando optamos por uma esterilização cirúrgica estamos mobilizando emoções e remexendo em sentimentos muitas vezes fora do alcance de nossa consciência racional.
Um dos procedimentos mais comuns no nosso país é a laqueadura de trompas (a esterilização da mulher). Asseguro que este procedimento não é inócuo física e psicologicamente.
Obviamente, também se reflete no comportamento social. E, o que é pior, a laqueadura é realizada durante o parto e decidida na gravidez.
Como já disse, o estado gestacional desorganiza e fragiliza. Nem a mulher nem o homem conseguem passar pela experiência da gravidez livres de instabilidade no seu processo racional. Decidem, sim, movidos pela emoção, sentimentos e projeções do momento. Assim, o arrependimento é comum.
Tanto em clínicas particulares quanto no ambulatório da Faculdade de Medicina do ABC é muito alto o índice de pessoas que se arrependem por ter feito vasectomia e laqueadura. Isto acontece porque é muito diferente não querer ter filhos de não poder ter filhos.
As seqüelas também podem ser físicas quando essa cirurgia compromete a circulação do ovário. Existem DIU e ótimas pílulas anticoncepcionais, por isso é preciso refletir muito sobre a esterilização. Fechar a porta definitivamente é bastante depressivo. Desta água não beberei é uma afirmação perigosa, por isso, minhas caras leitoras, independentemente da idade e do número de filhos, evitem este procedimento. Procurem dar preferência, hoje, aos excelentes métodos não definitivos.
Os métodos hormonais como a pílula de baixa dosagem, as injeções ou os nossos implantes que são colocados embaixo da pele e funciona como um chip, além de eficiente efeito anticoncepcional são benéficos na proteção do câncer e de problemas do ciclo.
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Conteúdo »
Principais publicações na imprensa sobre o Ginecologista
Malcolm Montgomery, além de vídeos de palestras e entrevistas,
perguntas, artigos e livros sobre a mulher, saúde, qualidade de vida,
sexualidade, paternidade etc.
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Imprensa
» Entrevista para Jornal Saúde Ultrafarma | 28.04.10
Com mais de 30 anos dedicado a saúde da mulher, o ginecologista e obstetra mais conhecido do país, Malcolm Montgomery é chamado de "Médico das Estrelas", mas prefere ser conhecido como "Médico das Mulheres". Autor de 9 livros, destaque para "Mulher", que foi referência de um seriado sobre o tema na Rede Globo.
" Consegui dentro da Ginecologia, aliar técnica moderna à humanização. Uma medicina que aborde a mulher e não só a doença, que traga o parceiro ao consultório, que supra as carências de relacionamento entre médico e paciente."
Como forma de transmitir sua experiência e conhecimento para auxiliar homens e mulheres Dr. Malcolm tem se destacado em todo país por suas palestras-show, confrências e workshops, voltadas ao debate e conscientização nos temas saúde e comportamento.
» Dueto Dr. Malcolm Montgomery e Paulo Ricardo | 08.06.09
O ginecologista Malcolm Montgomery tem se destacado em todo país por suas palestras show voltadas ao debate e conscientizãção sobre temas como Saúde da Mulher, Sexo, Drogas e Adolescência. No evento de aniversário de Norberto Bustos, presidente da United Magazine, ele foi convidado pelo amigo a se apresentr ao lado de Paulo Ricardo para um fantástico dueto.
O evento foi uma grande celebração entre amigos, colaboradores e familiares, que ocorreu no dia 8 de junho, contando com um jantar e shows de Rock e MPB.
» Aborto: Os médicos rompem o silêncio (Revista Veja) | 01.05.09
A decisão dos pacientes de interromper a gravidez já prevalece sobre os dilemas éticos, religiosos e científicos.
"Quando uma mulher está decidida a fazer um aborto, não há quem a faça mudar de ideia. è uma decisão muito pessoal. E, ao longo da carreira, aprendi que não posso ser médico apenas nas horas boas. Se minha paciente não quer levar a gestação adiante, eu devo orientá-la sobre a maneira mais segura de fzer isso. Não posso deixá-la desamparada, sob o risco de sofrer as consequências de um aborto mal feito". Malcolm Montgomery
» Dr. Malcolm: O médico da mulher brasileira - Revista Curitiba | 01.05.09
"A nova mulher é vaidosa, e não narciscita. Tenta compreender antes de julgar. Movimenta-se. Não usa a gravidez para ganhos secundários. Está disposta a trocar experiências e aprender com o filho. Usa a linguagem clara e verdadeira para transmitir o que pensa e o que sente. Entende os erros como humanos e não tenta vender verdades. Essa nova mulher que está surgindo abre espaço para um novo homem".
Malcolm Montgomery
» Lançamento de Livro e Palestra em Curitiba: Uma viagem musical com Dr. Malcolm Montgomery | 28.04.09
Dr. Malcolm Montgomery é médico e promove a cidadania dando palestras para mulheres, pais e adolescentes. É autor de vários livros relacionados a adolescência, relações pais e filhos, ética, drogas, sexualidade e auto-estima.
Nesta palestra, Dr. Malcolm sintetiza sua experiência abordando de forma original e criativa os conflitos entre gerações e as formas de lidar com eles. Traça um amplo quadro da vida do adolescente e das preocupações dos pais com filhos nessa faixa etária. Para pontuar os temas abordados ele utiliza as músicas dos BEATLES.
A palestra é muito dinâmica e conta com vídeos e uma banda tocando as músicas. Seu público é bastante abrangente: pais, futuros pais e filhos acima de 12 anos, os jovens de ontem e de hoje.
» Ginecologista dá palestra e aproveita para aconselhar os homens | 27.04.09
Conhecido como "o médico das estrelas", porque atende Hebe Camargo, Adriane Galisteu, Ana Hickmann, entre outros nomes conhecidos, Malcolm Montgomery escreveu dois livros técnicos e sete para leigos, nos 34 anos dedicados à medicina da mulher e foco da palestra: "Mulher, suas dores e seus amores".
Para traçar o universo feminino da infância à velhice, o médico alia artes plásticas e música aos seus conhecimentos científicos. No palco, um conjunto com Rita Maria no vocal e projeção de telas de Salvador Dalí e René Magritte, e outros artistas, servem de fio condutor para sua palestra-show que tem agradado a diferentes platéias, sempre com predominância do público feminino. Ele usa esses artifícios nas palestras-show que dá pelo país.
Montgomery fala da criança e seus temores, da adolescente e suas dúvidas, da jovem, da mulher madura e da velhice. Cada fase é ilustrada, a partir de diferentes telas, para chegar à música, momento em que o médico se despe do conhecimento técnico para, com o violão ou a guitarra, acompanhar a cantora.
Sua figura forte, de gestos largos e charme natural, chamam a atenção da platéia, que se enternece ou ri, durante uma hora e meia, de acordo com a entonação e os exemplos que Montgomery usa para ilustrar as informações da palestra-show. Ele fala das paixões humanas e as diferenças entre os sentimentos do homem e da mulher, de temas relacionados à sexualidade: reposição hormonal, prevenção de doenças, paternidade e a maternidade, casamento, cotidiano da mulher, etc.
E por que utiliza a música? "É a linguagem universal. Todos cantam com a mesma emoção e ela dá uma grande lição de como se relacionar com outras pessoas, o que é diferente de fazer negociações, acordos." (T.P.T.)
» Lançamento do Livro: ...E Nossos Filhos Cantam as Mesmas Canções | 18.02.09
Malcolm Montgomery, Livraria Cultura Inglesa e Integrare Editora convidam para o Show de lançamento do novo Livro de Malcolm.
...E Nossos Filhos Canta as Mesmas Canções.
Dia 19 de Fevereiro, quinta-feira, das 18h30 às 21h30.
Local: Livraria Cultura - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073, Piso Teatro.
» Malcolm Montgomery fez Palestra - Show para auditório lotado no Recife | 30.10.08
Malcolm Montgomery esteve em Recife entre os dias 15 e 17 de Setembro para divulgar sua Palestra - Show " MULHER - SUAS DORES E SEUS AMORES ". Ele participou de programas de televisão e rádio, além de ilustrar outdoors, espalhados por toda a cidade.
Realizada no dia 18 de Setembro para um auditório lotado no Recife Palace Hotel, a palestra foi um sucesso e agradou a todos os presentes no local.
» Aprenda a driblar a TPM ( Revista da Hora) | 03.08.08
Truques contra a TPM.
O ginecologista Malcolm Montgomery utiliza um método de implante de hormônios nas nádegas para a suspensão da menstruação. "Se a mulher não menstruar, não vai ter TPM, mas ,se chegar ao meu consultório querendo parar de menstruar por causa disso, vou analisar o caso e ver se não há outra alternativa" afirma Montgomery.
Personalidades como a atriz Carla Regina e a apresentadora Ana Hickmann são pacientes do Dr. Malcolm, usam implante hormonal e afirmam ser a solução perfeita para acabar com cólicas absurdas e vários outros sintomas decorrentes da TPM.
» Médicos divergem sobre a interrupção da menstruação (Folha de São Paulo) | 06.07.08
Para o ginecologista Malcolm Montgomery, uma das técnicas mais indicadas são os implantes feitos na nádega. Ele diz que o método permite selecionar o tipo e a quantidade de hormônios e ser montado tendo em conta o perfil e as necessidades da paciente.
"Temos ema taxa de sucesso superior a 95%. A quantidade de hormônio escolhida varia de acordo com a idade, o índice de massa corpórea, se a pessoa fuma ou se é sedentária. Os efeitos colaterais são benéficos. É possível propiciar mais libido ou favorecer o emagrecimento", afirma o ginecologista que tem diversas modelos como clientes e diz não ver nenhum prejuízo orgânico a mulher na interrupção da menstruação.
» Médico obstetra desvenda o universo feminino (AL NOTÍCIAS) | 30.05.08
Malcolm Montgomery participa do Programa O Brasil em Debate na Assembléia Legislativa fazendo um balanço da bagagem sócio-cultural da mulher moderna. Mostrando ser um profundo conhecedor do universo feminino, o convidado fez sua apresentação para um auditório lotado em Santa Catarina.
» Malcolm Montgomery discute comportamento e sexualidade (AL NOTÍCIAS) | 16.05.08
Médico é convidado do próximo programa O Brasil em Debate na Assembléia Legislativa.
Com o tema "Civilizações, Cultura, Religiões e Sexualidade", o ginecologista e obstetra mais conhecido do país irá falar sobre comportamento humano, sexualidade e sociedade.
» Palestra sobre adolescência com entrada gratuita no Congresso de Ginecologia (Jornal de Gramado) | 16.05.08
O 14 Congresso Sul-Brasileiro de ginecologia e Obstetrícia, que começou ontem vai até domingo, dia 18, promoverá um evento paralelo dirigido à comunidade de Gramado e Região da Hortênsias. Será uma "palestra show", com entrada franca sobre o tema "Drogas, Sexo e Rock and Roll", ministrada pelo médico Malcolm Montgomery.
Através de uma linguagem única, baseada na história da banda de rock The Beatles, a palestra conta com recursos audiovisuais que mostram as fases da adolescência através de videoclipe e traz arte como expressão e pano de fundo para mostrar a adolescência e seus questionamentos. O show tem conteúdo desenvolvido e narrado por Malcolm Montgomery, que é acompanhado por sua banda.
O projeto envolve as áreas de educação, saúde, música e cultura sendo direcionada a pessoas de todas as idades, principalmente a jovens, pais, educadores e formadores de opinião, com entrada gratuita.
» Malcolm Montgomery e suas estrelas (Revista Chácara Klabin) | 01.03.08
Uma medicina que aborde a mulher e não só a doença, que supra as carências de relacionamento entre médico e paciente.
"O divino e o espiritualizado, é aquele que na ausência do seu criador leva ao coração das pessoas, paz, alegria e felicidade, independente da classe social, religião ou cor." Malcolm Montgomery
» O ginecologista das celebridades (Revista Mais) | 01.02.08
Com mais de 30 anos de experiência na área da Ginecologia, ele ganhou respeito por defender várias opiniões. Como ele mesmo diz, ou o amam ou o odeiam.
Contudo, as mulheres e, principalmente as famosas, acabaram o adotando como seu médico. Isso o levou a vários programas de televisão, onde ele pode deixar claro suas idéias sobre a mulher, sobre sexualidade, sobre métodos anticoncepcionais. Uma das questões mais relevantes que expõe são os implantes que interrompem a menstuação.
» O Amor de Carla Regina e Malcolm (Revista Caras) | 28.11.07
A artista e o médico descansam no sul da Bahia e cultivam a paixão
Um lugar tranqüilo em meio à natureza, com praias agrestes e cachoeiras, foi o local escolhido pelo casal Carla Regina (29) e Malcolm Montgomery (55) para descansar e curtir a paixão que os une há 2 anos e meio. Eles se hospedaram no paradisíaco resort Itacaré Village, na cidade de Itacaré, no sul da Bahia. “Foram dias maravilhosos. Fiquei encantada, é um lugar selvagem, com várias praias, trilhas e cachoeiras. Malcolm e eu adoramos viajar. Sempre que podemos tiramos uns dias só para nós”, revelou a atriz. “O hotel é gostoso e me surpreendi muito com a beleza da região. As praias são pequenas e cercadas de Mata Atlântica, um lugar privilegiado”, elogiou o médico.
O casal aproveitou para comemorar o aniversário da atriz durante a estada na Bahia. “Foi bem tranqüilo, sem festa, como eu queria. Com um jantarzinho a dois, muito gostoso e romântico”, descreveu a bela. “Malcolm é muito companheiro. Ele tem a alma feminina, conhece muito bem a mulher, é romântico e um marido maravilhoso”, declarou-se a atriz. “Carla é uma pessoa muito legal, com um excelente caráter, séria e talentosa. No meu último livro, A Mulher e Seus Hormônios... Enfim em Paz, fiz uma dedicatória a ela onde falo de meu encantamento. Quando a conheci fiquei perplexo diante de sua beleza”, disse Malcolm.
Carla, que não renovou o contrato com a Rede Record, está se preparando para novos trabalhos. “Fui convidada por Carlos Lombardi para fazer o especial de final de ano A Dama e o Vagabundo, na TV Globo. Lombardi é nosso amigo e fiquei muito feliz com a oportunidade. Será uma história muito bacana, estou muito feliz”, garantiu a atriz que, além disto, estuda novos projetos de cinema para o ano que vem.
Malcolm também está com várias novidades para 2008. Além de lançar a peça Árvore Ginecológica, de sua autoria, também está escrevendo um livro, desta vez direcionado para adolescentes. “A maior parte do meu tempo passo no consultório, mas tenho feito muitas palestras, que depois transformo em livros. A peça é uma comédia que eu escrevi há quatro anos, estou ansioso para a estréia”, confessou Malcom.
» Universo feminino (Estado de Minas) | 16.09.07
O ginecologista e escritor Malcolm Montgomery tem vasta experiência em temas que envolvem a mulher. Na segunda-feira, esteve em Belo Horizonte, onde participou do projeto Sempre Um Papo, no Palácio das Artes, e esclareceu dúvidas sobre saúde, bem-estar, sexualidade e qualidade de vida. Integrante do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e autor de vários livros sobre o assunto, entre os quais Mulher, Toques ginecológicos,À flor da pele e A mulher e seus hormônios, ele fala ao BemViver sobre a polêmica que gira em torno do fim da menstruação, sobre a menopausa e o universo feminino.
Como você define amulher contemporânea? Qual é o futuro dessa mulher? Ela está perdida pelos papéis múltiplos que assumiu?
A mulher moderna éumamalabarista: é mãe, mulher, profissional e esposa. Quer equilibrar os quatro pratos e, para nãodeixar cair nenhum, a tarefa não é fácil. É umamulher que, depois que cuidou do pai, do irmão, do marido e dos filhos, chegou a um momento emque acordou e se perguntou: “E eu?” Geralmente, isso ocorre entre 35 e 45 anos, depois de uma situação de separação, de mudanças de trabalho e, às vezes, ocorre numa relação normal. Na verdade, acho que a mulher não sabe exatamente o que quer. Depois de décadas de repressão – anos 1970, 1980 –, a mulher entrou numa fase de liberação total, tentando, no início, imitar um pouco o homem. Na sociologia, os especialistas chamam de efeito pêndulo, ou seja, ela ficou presa durante muito tempo e, de repente, vai para o outro extremo. Para que haja um equilíbrio, e isso está cada vez mais próximo, a mulher deve se livrar de cinco opressores, quea acompanham durante a vida: o poder econômico – a mulher se submete ao marido financeiramente, ao sexo anal, quando ela não quer, à autoridade; o poder religioso – em todas as religiões modernas, Deus é macho e superior; o poder da natureza – o próprio ciclo hormonal teoricamente obriga amulher a engravidar todo mês, transformando-a numa reprodutora; o poder dos códigos patriarcais– ela vive sob a luz do terrorismo moral até os 35, 40 anos, e, depois, sob a luz do terrorismoestético, saindo de um e caindo noutro; e, por último, o poder da mídia –que vende receitas de felicidade. Resumindo: a mulher ainda veste umcinto de castidade, só que a única diferença de antes é que quem tem a chave é ela; o que antes era delegado ao marido.
E com relação à polêmica entre parto natural e cesárea?
Opartonormal, geralmente,é muito freqüente nos casos em que a mulher chega à maternidade e o bebê
acaba nascendo rápido. Há casos em que amulher pode ter parto vaginal até que não se complique. Mas é imprescindível que o médico ouça sua paciente, a ajude a atingir um sonho, porque, caso ela tenha pavor de parto normal,é melhor atendê-la. Cada pessoa tem uma cabeça e uma crença com relação a isso e cabe ao médico fazer o que é tecnicamente ideal para amulher e para o bebê. Nenhuma mulher deixa de ser mais mãe por optar pela cesariana.Minha visão pessoal é de que se fosse minha filha faria cesariana, porque nunca operei de uretra ou bexiga caída nenhuma mulher que tivesse feito cesárea.Mas isso é uma opinião completamente pessoal e individualizada.
Quais são as principais doenças ginecológicas que afetam a mulher?
Entre as doenças mais comuns estão a endometriose e a tensão pré-menstural (TPM), além do câncer. Mas a mulher também sofre de depressão, por viver esses quatro papéis ao mesmo tempo, por achar que tem de ser perfeita e sempre estar feliz, pelos olhos dos outros. Isso vem de mensagens da infância, da criação, do convívio com os pais.O que ocorre é que a mulher não escreve seu próprio roteiro. Por isso, vem a depressão.
Houve um tempo em que a terapia de reposição hormonal (TRH) foi questionada e isso mudou recentemente. Toda mulher que entra na menopausa (climatério) obrigatoriamente tem que fazer a TRH? Em quais circunstâncias é contra-indicada?
A mídia educaed e seduca. Em 30 anos que atuo na ginecologia, tudo o que médicos e pesquisadores fizeram pensando na mulher, desde a pílula até a terapia de reposição hormonal, foi para amenizar problemas. Houve uma época em que uma revista nacional publicou na capa que os hormônios eram um veneno, com a mensagem de mulheres que faziam terapia de reposição hormonal e foramtraídas
pela medicina. Posteriormente, o mesmo pesquisador se redimiu, mas a matéria saiu discretamente no interior da revista. Escrevi uma carta de repúdio e eles nunca publicaram. Hoje, o consenso entre os médicos é claro: a terapia de reposição hormonal deve ser individualizada e supervisionada, e é comprovadamente benéfica.
Qual é a relação entre menopausa e sexualidade? É mito ou verdade que a mulher perde parcialmente a libido?
É aos 50 anos que geralmente a mulher faz uma reflexão entre o primeiro tempo da maturidade – dos 25 aos 55 anos – e o segundo tempo– dos 55 aos 80. É como se aos 50 ela entrasse no vestiário e, depois de ouvir o técnico do time, só faria gol a seu favor, em prol de uma velhice digna.Éuma fase em que a mulher tem mais experiência e compreensão da vida, sabendo contra balançar perdas e ganhos. Ser antigamente, era difícil fazer um implante de dente, de cabelo ou fazer um tratamento de tireóide, hoje há pílulas que servem para a ereção do homem. Para mim, não é aos 50 anos o pior momento damulher e, sim, aos
25, 30 anos, comfilhos pequenos, cuja relação conjugal fica à deriva. Aos 50, a mulher e o homem têm tudo para ter uma vida mais esplendorosa.
O homem brasileiro está mais preparado para a TPM das mulheres?
O homem atual vive uma insegurança muito grande. Perdeu a forçafísica e a força econômica sobre a mulher e, com o fim desses pilares, está inseguro.Hoje, a mulher que tem autonomia e se vê oprimida se separa e parte para outra.
Algumas novas drogas estão propondo a redução drástica dos sintomas da TPM. Elas são de fato eficazes?
Essas novas drogas sãomuito positivas, assim como outros recursos, a exemplo dos anéis vaginais e dos implantes importados, que, apesar do preço elevado, evitamacontracepção e ajudam a reduzir esses sintomas.
Como os especialistas lidamcom problemas decorrentes do estresse da vida moderna, a exemplo de mulheres que estão entrando namenopausa aos 35 anos ou ainda adolescentes com câncer de mama?
É preciso deixar claro que o câncer é multifatorial, sofre influência do meio ambiente, dos hábitos de vida, da alimentação, da atividade física,se a pessoa não bebe, não fuma,dorme bem ou mal. Se a pessoa é feliz, corre atrás dos seus sonhos e tem qualidade de vida, com certeza terá menos chances de ter câncer.
Alguns médicos, como Elsimar Coutinho, da Bahia, defendem efusivamente o fim damenstruação. Qual é sua visão sobre isso?
Não é que sou a favor ou contra Elsimar Coutinho. Algumas coisas são meio exageradas, mas sangrar não é bom para ninguém. Muitas pessoas têm a idéia de que sangrar é natural, é o biologicamente correto, de que menstruação é que é o certo. Mas o certo mesmo é a gravidez. Se fôssemos seguir a linha da natureza, a mulher engravidaria naturalmente mês a mês, isso seria biologicamente correto. Digo a mesma coisa que disse anteriormente: essa posição deve ser individualizada. Mulheres com graves problemas na freqüência ou no volume da menstruação devem interrompê-la sim. Não vejo nada de mal, mesmo porque já tenho cerca de mil pacientes do Rio, de São Paulo e de Curitiba, que passaram pelo meu consultório, e o Elsimar deve ter umas 10 mil que interromperam a menstruação sem qualquer conseqüência, aliás, com redução de TPM, sem sinal de endometriose ou miomas.
Quais são as principais pesquisas e avanços na área de ginecologia?
Atualmente, os estudos na área de reprodução humana têm se desenvolvidomuito, com índice de gravidez altíssimo. O Brasil não perde em nada para outros países.
Alguns médicos relacionama incidência de câncer, especialmente o de mama, a alguma mágoa, angústia que a mulher traz consigo. Isso tem algum fundamento?
Qualquer tipo de doença tende a evoluir quando a pessoa está deprimida ou angustiada, seja uma infecção ou um câncer, que pode se proliferar mais rápido.O estado depressivo pode gerar uma depressão imunológica, mas nãopodemos dizerq ue é a causa de um câncer, por exemplo, porque,como se sabe, ele é multifatorial.
» Malcom Montgomery (Revista Veja/2000) | 13.09.07
Malcom Montgomery com o casal Tereza e Elsim Coutinha e a filha deles, Patrícia Rudge, durante lançamento do livro.
» Um Refúgio de Sonhos (Revista Caras/1998) | 12.09.07
Mylla Christie e Malcom Montgomery em Paz
- "É maravilhoso viver em contato com a natureza, no coração de SP"
- Eles enfeitam o ambiente para o primeiro Ntal em família depois da reforma da casa.
- "Não há competição entre nós, torcemos uns pelos outros"
- "Eu queria uma filha; Mylla, um pai. Sabemos disso e não caímos em neurose"
» Ele Entende as Mulheres | 14.08.07
O ginecologista e obstetra Malcom Montgomery provoca inveja em qualquer homem. Além de trabalhar o dia inteiro com mulheres à sua volta, conseguiu o quase impossível: entendê-las. A experiência de 32 anos na área é tão rica que extrapolou o campo da medicina e, hoje, podemos dizer que é um especialista em mulher de uma maneira geral: na área social, sexual, comportamental e hormonal, claro. Essas informações preciosas coletadas e codificadas ao longo de anos, ele compartilha nos livros que escreve, palestras que ministra pelo país e de sua peça Árvores Genealógicas, que deve estrear no segundo semestre deste ano.
POR LARA MARTINS
ELE ENTENDE AS MULHERES (Malcom Montgomery)
O que te atraia tanto no universo feminino?
A presença da minha avó foi marcante na minha vida. O subjetivo, sensorial e criativo da mulher me atraíram. Criei um certo voyerismo para conhecer mais esse mundo. Quando acabei a residência, fiz formação em psicanálise pela curiosidade de conhecer segredos femininos. Acho que consegui entender, mas às vezes acredito mais no Vinícius de Moraes, que dizia que a mulher não tem de ser compreendida, mas amada.
Foi essa admiração que te levou à ginecologia?
Também tem a ver. Mas a durante os estágios, percebi que essa era a área que mais valoriza a vida e a saúde. Quando me formei, na década de 70, a medicina era mais voltada para a doença e eu achava que a ginecologia e obstetrícia, por envolverem o nascimento, tinha um lado luminoso.
Sentia que seria seu caminho?
Quando era menino, na casa da minha mãe vinha sempre um médico com a malinha e uma vez tive uma visão meio romântica dele, tinha até um beija-flor à sua volta. Me escondi embaixo da escada para ver como ele fazia. A impressão que tive foi que ele saiu maior do que entrou, tinha muita admiração por ele.
As mulheres são conscientes com a saúde?
A consciência em relação à saúde é um fator que depende da maturidade. Ela pode saber que é importante usar camisinha ou pílula do dia seguinte, mas se enfrentar com infantilidade, pode achar que nada acontece com ela. A medicina preventiva é para pessoas maduras.
A mulher está à vontade com a sexualidade?
Da década de 50 pra cá, ela pôde ampliar sua autonomia na sociedade, e assim, seus sentimentos. Ela está mais preparada e à vontade, sim, mas não só pela informação que vem da mídia, mas principalmente pela sua formação.
Qual é o perfil da mulher atual?
Ela é uma malabarista. Ela quer ser a melhor mãe do mundo, a melhor profissional do mundo, a melhor amante do mundo e a mais amante do mundo. E equilibrar esses quatro papéis é um malabarismo.
Qual é a real influência dos hormônios no humor?
O ciclo é uma montanha russa de hormônios. O estrógeno (hormônio feminino) é o artesão, que molda todo o corpo, a personalidade e a sensualidade. A testosterona (hormônio masculino) é um cupido com cara de diabinho, que representa a agressividade sexual e a energia na vida. A progesterona (hormônio da gravidez) é uma galinha choca com cara de brava e com pintinhos debaixo da asa. Metaforicamente, na primeira fase do ciclo, o estrógeno monta o quarto do bebê, torna o corpo mais receptivo e a mulher, mais comunicativa. Ao mesmo tempo, a testosterona aumenta a libido. No meio ciclo, acontece o auge desses hormônios. Que caem, a progesterona aumenta a temperatura do local e a circulação endométrica e coloca cinco “mamadeiras” dentro do útero: açúcar, água, sais minerais, proteína e gordura. Ela segura um pouco de líquido, o combustível, e tenta proteger o quarto do bebê: a secreção vaginal fica mais escassa e, o que antes da ovulação era pura extroversão e simpatia, se torna introversão, sonolência e aumenta a fome de doce para ter mais caloria. Quando a gravidez não vem, o que foi armado se desmancha e começa tudo de novo depois de cinco dias.
Então, como lidar com esses altos e baixos?
Antes de tudo, saber que é uma realidade, e então procurar ajuda, que pode ser uma dieta mais adequada, atividade física... Tudo isso influencia em quem tem TPM leve. Quando a TPM é moderada, a pílula anticoncepcional ajuda bastante. Nas mais graves, pela minha experiência, só implante ajuda.
Qual é o melhor método anticoncepcional?
Na minha opinião, aquele que se adapta àquela mulher especificamente. Para uma mulher saudável, com atividade mental legal, que faz ginástica de vez em quando, se cuida, tem uma relação afetiva feliz e uma vida sexual gratificante, os métodos que tiram a ovulação (pílula, injeção de hormônio, anel vaginal e implante) são os melhores. Esses métodos não têm só a função de prevenir a gravidez, mas também regulam o ciclo, aliviam a cólica, melhoram a pele, reduzem o volume de sangramento, protegem contra endometriose, protegem do câncer ginecológico....
Você defende a interrupção da menstruação...
De modo geral, defendo a saúde da mulher. Quando a paciente tem um ciclo que limita, eu indico. O índice de sucesso com implantes é bem alto: 94%. Existem cinco hormônios diferentes, então tenho 28 combinações de implantes para atender à necessidade de cada mulher. Com ele, o emocional fica estável, a libido aumenta e tem também o efeito colateral estético: diminui celulite, define musculatura e as pacientes se sentem bem.
E existem contra-indicações?
Claro! Como em tudo na medicina. Elas são as mesmas da pílula: insuficiência hepática, em quem acabou de ter um câncer, embolia grave.
Mas tem quem diz que parar de menstruar por muitos anos causa infertilidade...
O anticonceptional foi desenvolvido na década de 50, quando perceberam que a mulher grávida e durante a amamentação não ovulava. O mecanismo da pílula tradicional foi baseado nessa observação. Então, começaram a dar pílulas de hormônios que imitavam a gravidez para manter o organismo como se a mulher estivesse grávida, porque aí não ovularia. É, na verdade, uma imitação da gravidez, em termos hormonais. Então, quando a mulher usa por dois anos, é como se fosse uma gravidez e uma amamentação. Ou seja, dizer que pode levar à infertilidade é o mesmo que dizer que a mulher que teve cinco filhos pode ficar infértil.
» Artigo na Revista Profile | 28.06.07
O ser humano é um animal simbólico que vive de ilusões"
"Existe uma relação entre amor e ódio. Quando você mantém uma relação de dependência, isso gera uma energia que podemos chamar de afeto e é esse afeto que denominamos amor e ódio. Na verdade, a diferença entre amor e ódio é uma questão de leitura. É simples. Se você está de bem com a vida, está amando e sendo amado, se está com projetos novos, com um trabalho legal, gratificado na sociedade e, saindo à rua, você tropeça em uma poça d´água e cai de cara na lama, você levanta rindo, se achando 'um pateta feliz' vamos dizer assim, mas vai tirar de letra. Agora, se você estiver de mal com a vida, frustrado, afetivamente desestruturado, sem perspectivas melhores, emprego insatisfatório e, cair na mesma poça d´água, você vai achar que a culpa é de alguém, que aquela poça está lá de propósito para você quebrar a perna, enfim, você vai acessar todos os seus problemas. Com o afeto é a mesma coisa. E como a gente nasce muito dependente, é por essa dependência que acabamos sem muitas condições de diferenciar entre o amor e o ódio.
Nossa relação política com a natureza. Achamos a natureza linda. Mas a natureza agride. Ela não tem consideração com o indivíduo, ela se preocupa com a espécie. Em relação ao parto 'in natura", por exemplo, temos uma visão muito romântica do mesmo. Mas o parto natural é uma violência. Se você tomar como referência uma mulher do campo, que teve cinco filhos, ela tem útero caído, hemorróida, bexiga caída, enfim, está muito prejudicada, e a natureza não está preocupada com isso, o que conta à natureza é que ela procrie. Então, veja bem, a natureza não é a película que se vê por cima, e sim a que está em baixo, porque a natureza agride mesmo. A vida ao natural é muito perigosa. Guimarães Rosa já dizia isso em 'Sertão Veredas' que 'Viver é muito perigoso'."
"A criança pequena, ela tanto é um anjinho maravilhoso como um monstrinho sádico, sem coração. Ela age diretamente pela natureza, e a natureza é agressiva, ela não visa o ser".
Malcolm Montgomery
» A Testosterona na Vida das Mulheres | 28.06.07
Leia na Revista Vogue 297
O PRINCÍPIO DO PRAZER. A Testosterona na Vida das Mulheres
A Matéria traz a opinião de alguns especialistas na área, entre eles o Médico Malcolm Montgomery.
» Entrevista Elsimar Coutinho | 28.06.07
Coutinho deu a seguinte entrevista ao jornalista Fabiano Ferreira:
Existe alguma contra-indicação à opção de não menstruar?
Coutinho - Se a mulher está tentando engravidar, precisa ovular. Então, a contra-indicação é só para mulheres que estão tentando engravidar. Se houvesse contra-indicação para não menstruar haveria mulheres que não poderiam entrar na menopausa. Só não deve parar de menstruar a mulher que tem uma doença hereditária chamada hemocromatose, que provoca excesso de ferro no sangue. Se ela suprime as regras tem de proceder como os homens com essa doença, que precisam fazer sangria regularmente. Idade ou estado de saúde, em geral, não são contra-indicações para a mulher que deseja parar de menstruar. Desde a mulher mais jovem à madura podem interromper a menstruação.
O senhor acha que o implante é o melhor método para não menstruar?
Coutinho - Acho que ele é o mais prático e o que tem menos efeitos colaterais. Os implantes, em geral, oferecem à mulher exatamente o que ela precisa, de acordo com suas condições de saúde e hábitos sexuais, impedindo a gravidez com efeitos mínimos. Um implante que se chama Elmetrin, aprovado pelo Ministério da Saúde, pode ser usado até na lactação, pois funciona como anticoncepcional. Ele é eliminado pelo leite, mas não faz mal à criança. O efeito colateral é não menstruar, um efeito esperado pela mulher que o adota.
Está sendo lançado nos Estados Unidos um anticoncepcional trimestral. Qual a diferença dele em relação aos demais?
Coutinho - Já existe no mercado brasileiro um medicamento chamado Lovelle, que é de uso vaginal contínuo para não menstruar, durante vários meses ou o ano inteiro, por exemplo. Esse produto tem a mesma composição do que está sendo lançado nos Estados Unidos com o nome de Sazonale. Ele é usado a cada estação, por isso a mulher só menstrua quatro vezes por ano. O Sazonale ainda não está disponível no Brasil, mas qualquer outro anticoncepcional eficiente pode ter o mesmo efeito se usado sem interrupção.
As mulheres reclamam da menstruação por causa da
Tensão Pré-Menstrual. Quando não menstrua, a mulher fica isenta da TPM?
Coutinho - Sim, exceto nas histerectomizadas. Esta operação é indicada quando ocorrem hemorragias muito intensas. Nesse procedimento, ela pode continuar tendo a
TPM porque o problema está mais ligado aos ovários do que ao útero. Se a mulher retira o útero, mas deixa o ovário continua com a TPM mesmo sem menstruar. É uma espécie de TPM seca, sem sangramento.
Se adota um método para não menstruar, a mulher passa pela tensão?
Coutinho - Nos primeiros dias depois do implante ela não sangra, mas ainda tem TPM. Isso porque ela já ovulou e as transformações que se passam no organismo e geram a tensão ocorrem independente da menstruação. A TPM é algo que antecede a menstruação e não que ocorre durante a menstruação. Então, a supressão da menstruação representa o fim da TPM. Os inibidores da ovulação, os anticoncepcionais, acabam com a TPM. Eu prefiro usar implantes de progestínio ou injetáveis, que têm efeito de seis meses ou um ano. Eles suprimem a menstruação e a Tensão Pré-Menstrual.
As mulheres que suprimem a ovulação podem engravidar normalmente?
Coutinho - Sim. É só suspender o método e engravidar. Pode-se engravidar até com a primeira evolução após a suspensão do método. Nesse caso a mulher não menstrua porque ela emenda o período de não menstruação com a própria gravidez. Ela passa da amenorréia gerada pela medicação para a amenorréia da gestação.
Quais os reflexos no organismo da mulher quando ela pára de menstruar?
Coutinho - Quando a mulher pára de menstruar adotando um esteróide (composto usado em pílulas anticoncepcionais) ela não sente efeito nenhum. A não ser em casos de esteróides com propriedades particulares como a gestrinona, um dos esteróides que eu uso e que é anabolizante de proteína. Neste caso, as mulheres ficam com mais músculos do que gordura (indicado para mulher atleta). Mas quem usa um implante que não tem anabolizante continua com o mesmo corpo. Depende dos efeitos de cada um dos medicamentos utilizados para inibir a ovulação. Em geral, eles não trazem reflexos.
Quais os principais mitos que ainda existem em torno da menstruação?
Coutinho - O primeiro mito é de que a menstruação é natural. O segundo é de que ela é boa para a saúde, o que não é verdade. Pelo menos em metade das mulheres ela provoca doenças como anemia, endometriose neumatóide e aumenta o risco de câncer. Por último, existe o mito de que a menstruação não pode ser evitada, mas já estamos acabando com isso. Há também crendices de que durante a menstruação a mulher não pode lavar a cabeça ou tomar sorvete. Infelizmente ainda tem gente que acredita, o que é muita ingenuidade.
A sociedade e a mulher, em especial, consideram a menstruação natural. Será que é por isso que sua tese ainda causa tanta polêmica?
Coutinho - As pessoas associam algo natural a uma coisa boa. Na realidade, isso não é verdade. Há muita coisa natural que não é boa. A doença, causada por bactérias, por exemplo, é natural e no entanto não é boa. A violência também é natural, pois um bicho come o outro para sobreviver. O bom e o ruim se aplicam de formas diferentes ao conceito de natural.
O senhor acredita que a possibilidade de pôr um fim à menstruação é mais uma conquista da mulher rumo à emancipação total?
Coutinho - Absolutamente. A mulher tinha uma conquista importante que era a pílula anticoncepcional, que a permite, como o homem, transar sem engravidar. Isso deu enorme liberdade à mulher. Acho que o homem é quem não gostou muito dessas inovações. Menstruar só quando se quer é algo ainda novo para a mulher e me sinto orgulhoso por ter erguido essa bandeira.
Como o senhor reage às críticas da Igreja Católica sobre seus métodos contraceptivos?
Coutinho - A Igreja já cometeu erros graves e se opor ao uso da contracepção é só mais um deles. É um erro grave querer se envolver com uma questão que diz respeito somente à pessoa. Durante 400 anos, a Igreja Católica teve um poder enorme e, como as pessoas têm fé, aceitam tudo o que prega. É absurdo se opor ao uso da camisinha, porque está se opondo à saúde pública. Isso é anacrônico. O pior é alguém ainda prestar atenção nisso. A maioria dos católicos continua usando anticoncepcionais injetáveis e camisinha. Eles fazem isso porque se tiverem filhos a Igreja vai tomar conta deles? Não vai né?
Na sua opinião, o governo é omisso em relação ao planejamento familiar?
Coutinho - Sim. O governo brasileiro sempre foi omisso e é muito influenciado pela Igreja. Dentro do Ministério da Saúde tem muita gente da Igreja que ainda opina com mais poder de fogo do que qualquer médico. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é sempre ouvida nesses assuntos. A única coisa que o governo faz de bom é não se meter nas iniciativas privadas para promover o uso da contracepção no planejamento familiar. Mas há governos municipais que colaboram muito. Na Bahia, por exemplo, há um programa que conta com um veículo que vai à periferia para prestar assistência. Graças à iniciativa privada é que estamos conseguindo que haja uma desacelaração no crescimento populacional no Brasil. Infelizmente, hoje só quem tem poder aquisitivo faz planejamento familiar.
Coutinho estuda 30 anos, estes e outros recursos para suspender a menstruação e evitar a gravidez, com em atendimentos nos estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.
» Esclarecimentos às Usuárias da Terapêutica de Reposição Hormonal e a População em Geral | 28.06.07
A Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO – e a Sociedade Brasileira do Climatério – SOBRAC, entidades médicas que cuidam da saúde da mulher climatérica, em virtude:
1. Das manifestações e da enorme repercussão na mídia quanto ao resultados do trabalho publicado pelo Journal of American Medical Association (JAMA, July 17, 2002 – Vol. 228, n.3, 321-333) do estudo denominado “Women´s Health Initiative” (WHI), patrocinado pelo National Institute of Health (NIH) dos Estados Unidos da América do Norte, sobre a influências da terapêutica de reposição hormonal em mulheres pós-menopáusicas;
2. Da grande preocupação com a saúde das mulheres nesta etapa da vida, especialmente das que estão em uso de TRH.
Acham-se no dever de prestar os seguintes esclarecimentos às usuárias de TRH e à população brasileira: O estudo WHI reuniu, em várias cidades americanas, mais de 27.000 mulheres pós-menopáusicas com idade entre 50 e 79 anos, sendo a média etária de 63,2 anos. O objetivo primário foi avaliar os efeitos da TRH sobre o risco de infarto do miocárdio e de câncer de mama. Também se procurou verificar o risco de acidente vascular cerebral, de embolia pulmonar, de câncer colo-retal e de fratura de bacia. O tempo médio previsto de observação para este conjunto de mulheres era de 8,5 anos. As pacientes para fins de estudo planejado foram divididas em dois grupos:
Grupo 1 – Composto de pacientes que haviam retirado o útero (histerectomizadas), tratadas com Estrogênios Conjugados Eqüinos (ECE), nas doses de 0,625 mg/dia. Os seus resultados vêm sendo comparado com placebo (substância inativa). Os seus resultados vêm sendo comparado com placebo (substância inativa). Os seus resultados não estão disponíveis ainda para o conhecimento público – Este grupo continua sendo estudado com as pacientes se mantendo dentro dos limites de segurança pré-estabelecidos pelo comitê de monitorização e segurança do estudo.
Grupo 2 – Composto de pacientes com útero intacto, tratadas com a associação de estrogênios e progesterona, por via oral, no seguinte esquema: Estrogênios Conjugados Eqüinos e Acetato de Medroxiprogesterona (AMP) nas respectivas doses de 0,625 e 2,5mg/dia. Igualmente tiveram os seus resultados comparados com placebo. Este grupo teve o seu acompanhamento interrompido após 5,2 anos de seguimento médio das pacientes pois a incidência de câncer invasivo de mama ultrapassou os limites de segurança pré-estabelecidos para as pacientes do estudo.
Os resultados encontrados no grupo 2 (associação de estrogênios e progesterona), que sofreu interrupção na sua continuidade, foram: aumento do risco de câncer de mama (8 casos em 10.000 mulheres a cada ano), infarto do miocárdio (7 casos em 10.000 mulheres a cada ano) acidente vascular cerebral – derrame cerebral – (8 casos em 10.000 mulheres a cada ano) e tromboembolismo venoso (8 casos em 10.000 mulheres a cada ano). De outra parte, houve diminuição do risco de fraturas (5 casos em 10.000 mulheres a cada ano) do quadril e de câncer colo-retal (6 casos em 10.000 mulheres a cada ano).
Considerações sobre o estudo
1. Deve ser levado em consideração que apenas um regime terapêutico foi utilizado, uma única dose dos hormônios foi empregada (doses convencionais) e uma única via de administração dos medicamentos foi testada. Não se analisou as vias não orais (adesivos transdérmicos, gel, implantes e via nasal). Não se avaliou os vários tipos de regimes terapêuticos disponíveis em nosso país. Analisou-se apenas o regime terapêutico que é mais empregado no país em que o estudo foi realizado. Não se levou em consideração os aspectos clínicos singulares de cada paciente que permitiriam a individualização por parte do médico do regime mais apropriado para cada caso, possibilitando, desta forma, otimizar os benefícios e reduzir os riscos.
2. O aumento do risco relativo de câncer de mama já era referido em estudos anteriores. Parece, conforme o próprio WHI mostra, depender do tempo de uso dos hormônios e do emprego concomitante e contínuo de progesterona junto com o estrogênio. O risco neste estudo só foi observado depois de um tempo médio de seguimento de 5,2 anos, o que já havia sido notado em outos estudos.
3. O grupo de mulheres no estudo WHI que estão usando apenas estrogênios não foi interrompido, pois os limites de segurança estão preservados. Os seus resultados serão divulgados em tempo oportuno.
4. Os resultados deste estudo, inquestionáveis, devem, no entanto, ficar restritos ao regime de tratamento empregado às pacientes dessa faixa etária. Não se podem extrapolar os seus resultados para todos os outros tipos de regimes terapêuticos. De igual modo, não podem ser estendidos para as mulheres que iniciam a TRH mais cedo em período mais próximo da menopausa.
5. Atualmente, existe uma tendência mundial para a administração de baixas doses de hormônios nas mulheres com maior tempo de pós-menopausa e/ou idade mais avançada, o que não foi avaliado no estudo WHI.
Parece-nos importante esclarecer que a decisão clínica de iniciar ou dar continuidade à TRH (conjunta de médico e paciente) deve levar sempre em consideração a peculiaridade de cada caso, em particular procurando-se individualizar o regime terapêutico a ser adotado, as doses e vias a serem empregadas, o tempo de utilização dos hormônios, os benefícios e os riscos desta modalidade de tratamento. Com base nos resultados publicados não parece apropriado indicar a TRH em esquema combinado e contínuo com estrogênios e progesterona, especialmente com os mesmos hormônios e as mesmas doses usadas no estudo WHI, visando a prevenção primária de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.
Por fim, gostaríamos de enfatizar que não existe razão para pânico. As pacientes usuárias de TRH que estejam preocupadas com o seu tratamento, devem compartilhar com os seus médicos de confiança a decisão da continuidade do seu atual regime de TRH, da eventual conveniência de mudanças ou mesmo da sua interrupção.
» Implante Permite Suspender a Menstruação | 28.06.07
"Nem tudo que é natural é bom. As doenças e a morte, por exemplo, são ocorrências naturais e nem por isso as consideramos boas”.
Pela frase acima dá para imaginar o quão polêmico é o médico baiano Elsimar Coutinho. Suas críticas à recusa da Igreja Católica aos métodos contraceptivos ou à falta de programas governamentais de planejamento familiar ficam longe da repercussão de sua principal bandeira na medicina: o fim da menstruação. Coutinho é autor do livro “Menstruação - A Sangria Inútil” (Editora Gente), obra que já está na 6ª edição e se propõe a ensinar as mulheres a não menstruar para fugir das dores e complicações causadas pelo sangramento. O cientista que além de ginecologista é endocrinologista, estuda métodos de supressão da menstruação desde a década de 60, mas suas teses só ganharam repercussão a partir de 1996, quando seu livro foi lançado nos Estados Unidos e na Europa.
Contrariando os médicos que consideram a menstruação algo natural, necessário para “limpar” o organismo feminino, Coutinho condena o sangramento apontando-o como principal responsável por doenças como a endometriose, câncer de mama, anemia e diversos problemas causados pela Tensão Pré-Menstrual, a temida TPM. Entre os métodos propostos pelo cientista para evitar a menstruação está a utilização do AMP, um anticoncepcional injetável que teria o mesmo efeito da contracepção cirúrgica. Trata-se de uma injeção intramuscular aplicada no braço para que a mulher fique sem menstruar por pelo menos seis meses. “O líquido injetado é um progestínio, que funciona como se a mulher ficasse grávida sem ter o filho”, explica Coutinho nessa entrevista.
Considerado um dos maiores expoentes na endocrinologia da reprodução humana, o ginecologista não pestaneja ao afirmar que a menstruação é um castigo para a mulher. “É como se ela fosse obrigada a sofrer um aborto todos os meses”, diz. Segundo Coutinho, quando a mulher ovula já está grávida do ponto de vista da endocrinologia. A presença do espermatozóide só vai contribuir com o material genético. “Quando a fertilização não acontece, a mulher tem de abortar o ovo não fecundado e o faz através do sangramento”, afirma. De acordo com o médico, mais de 50% das mulheres sofrem com a menstruação e mesmo assim a consideram característica indissociável da feminilidade, fertilidade e juventude. Coutinho diz que seus métodos não pretendem mostrar que a natureza está errada, mas sim colocar à disposição das mulheres mais um dos benefícios proporcionados pela ciência.
O médico garante que a mulher que opta por suprimir a menstruação pode engravidar normalmente. “Basta parar de tomar a medicação para ovular e engravidar sem nenhum problema”. A possibilidade de não menstruar representa para as mulheres mais um passo rumo à emancipação total. Se num primeiro momento a pílula anticoncepcional foi símbolo de liberdade para decidir entre engravidar ou não, o método para não menstruar coloca a mulher em condição de controle absoluto sobre o corpo e, sobretudo, em relação à saúde.
A única contra-indicação para a supressão da menstruação, segundo Coutinho, é a existência de uma doença hereditária chamada hemocromatose (excesso de ferro no sangue). Neste caso, se a mulher parar de menstruar terá de fazer sangrias regulares.
Pílula do homem:
Como diretor do Ceparh (Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana), Elsimar Coutinho também é criador de uma pílula anticoncepcional masculina que ainda não está disponível no mercado, mas já foi submetida à aprovação pelo Ministério da Saúde. A pílula inibe a espermatogênese, não permitindo que o espermatozóide seja produzido pelo organismo masculino.
“Os espermatozóides são gerados a partir de células da parede do testículo, chamadas de espermatogonias. O anticoncepcional interfere nesse processo celular e inibe a produção de espermatozóides”, explica.
O mais moderno método de contracepção e supressão da menstruação disponível no Brasil é o Elmetrin, desenvolvido pela equipe médica do ginecologista Elsimar Coutinho, diretor do Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana (Ceparh), em Salvador. O produto foi registrado por um grande laborstório farmacêutico.
Durante seis meses, o implante, que pode ser colocado no braço ou nas nádegas, inibe a ovulação e, por conseqüência, evita a menstruação e a gravidez. O medicamento ainda não é vendido em farmácias, mas já está sendo utilizado em clínicas brasileiras conveniadas ao Ceparh. Já o Uniplant, desenvolvido na Universidade Federal da Bahia, também proporciona a contracepção, por até um ano, mas as mulheres que o adotam sangram regularmente e só se livram da TPM. Coutinho estuda e aplica estes e outros recursos para suspender a menstruação e evitar a gravidez há 30 anos, mas só recentemente está colhendo os frutos de suas descobertas. Atualmente, o médico se divide em atendimentos nos estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.
» Entrevista Malcolm Montgomery (Playboy) | 03.10.05
Em uma entrevista de 12 páginas na Playboy, o médico fala sobre o privilégio de tratar as mulheres mais belas do Brasil, conta o que elas só dizem no consultório e afirma que não há mal em aparecer na Caras.
"É mais fácil sentir tesão quando estou conversando com a paciente. Acho o exame ginecológico pouco erótico."
"Mulher que admira não trai. O homem trai para ficar no casamento, enquanto a mulher trai para sair dele."
"Sabe qual a diferença entre a mulher com TPM e um sequestrador? Com o sequestador tem negociação."
"No sistema patriarcal a mulher é crucificada e o homem carrega o pênis nas costas. Aliás, carregava até aparecer o Viagra."
"Quando a Hebe camargo começou a falar de mim, eu não cobrei mais dela porque ela estava me ajudando."
"Eu sempre defendi a saúde, o prazer e a vida. O Drauzio [Varella] fala só de doença e de morte."
» Festival de Música em Fortaleza (Revista Caras) | 03.10.05
Festival de Música em Fortaleza
» Incertezas Femininas (Revista Quem) | 03.10.05
Insegurança e dúvidas mais frequentes de suas clientes, a maioria estrelas de TV, fizeram com que o renomado ginecologista Malcom Montgomery lançasse o livro Toques Ginecológicos.
» Malcolm Montgomery em Família. (Caras/2005) | 03.10.05
Lazer Com os Filhos Christian e Robert
Em suas raras folgas, como o domingo e Dia dos Pais, o ginecologista Malcom Montgomery curte Christian e Robert, filhos de sua união com a bela Renata Conte, do staff da Daslu. "Somos os melhores amigos uns dos outros" diz Malcom, que malha em casa, em São Paulo, com os dois estudantes de Publicidade. "Foram tantas férias e programas bacanas interrompidos por chamadas de pacientes que eles não quiseram saber de Medicina", conta Malcom, que usou ilustrações de Chris em Dez Amores, um de seus cinco livros. "Ele nunca nos pressionou e nos dá apoio integral!, afirma Chris, fã do pai, que cativa platéias pelo Brasil com a palestra Mulhres... Suas Dores e Seus Amores, quando também toca guitarra e canta.
» Consultório Eletrônico (Jonal Estado de S. Paulo) | 26.01.03
Os médico que encontram na TV uma forma mais ampla de trabalho, de tanto se misturarem ao meio artístico, acabaram se tornando, para o público, astros da tela.
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Perguntas
» Absorvente Interno
» Ao usar o absorvente interno posso me machucar ou sentir dor?
Não. A colocação do absorvente interno pela primeira vez requer um pouquinho de paciência e prática, mas isso não vai machucar ou causar dor. O absorvente interno fica no final do canal vaginal onde não há mais terminações sensitivas, por isso ele não incomoda ou dói. Ele está colocado no local correto justamente quando a usuária não sente o produto.
» Dá para usar o.b.® e ir dormir?
Não há o menor problema em dormir com o.b.® , desde que você respeite o tempo máximo de permanência do produto no seu corpo (8 horas). Para evitar um eventual vazamento, se o fluxo é muito intenso, troque o.b.® antes de se deitar e no dia seguinte, ao despertar. o.b.® tem um tamanho para cada necessidade, dependendo da intensidade do seu fluxo menstrual: mini, médio e super. Escolha o seu e passe noites mais seguras e tranquilas.
» De quanto em quanto tempo devo trocar o.b.®?
O intervalo ideal para você trocar o.b.® é de três a quatro horas, naqueles dias em que o fluxo é mais intenso, e de até oito horas nos dias de menor fluxo Se você sentir algum desconforto ao retirar o.b.® ,é porque o absorvente ainda não está totalmente saturado. Neste caso, troque-o menos vezes. Conhecendo melhor o seu corpo e as vantagens de usar o.b.® você vai descobrir o seu intervalo ideal de troca.
» Há risco de vazamentos?
Se respeitado o período máximo de troca e o tamanho do produto indicado para a quantidade de fluxo da mulher, não há esse risco.
» O absorvente interno pode se perder dentro do meu corpo?
Não há esse risco. O absorvente interno fica no fim do canal vaginal, mas a abertura do útero tem o tamanho da cabeça de um palito de fósforo.
» O produto pode ser utilizado à noite?
Pode, sem problemas por um período de até 8 horas e por isso pode ser utilizado para dormir sem nenhum risco.
» Os absorventes internos podem bloquear o fluxo menstrual?
Não, os absorventes internos não bloqueiam o fluxo menstrual. O tampão age como uma esponja, absorvendo o fluxo.
» Qual a posição da Johnson & Johnson frente aos rumores que circulam na Internet sobre a presença de asbesto e dioxina em absorventes internos?
Em relação ao texto-denúncia que circula pela Internet sobre absorventes internos, a Johnson & Johnson Indústria e Comércio Ltda esclarece que as informações contidas no texto não condizem com a verdade, pelos seguintes motivos: A Johnson & Johnson do Brasil assegura que os absorventes internos fabricados pela empresa (o.b.®) seguem padrões de qualidade internacional, tanto no Brasil como nos Estados Unidos e não utilizam cloro nem dioxina em sua composição, nem tampouco há adição de amianto(asbesto) em seus produtos. Reforçando ainda mais esta posição, ressaltamos a manifestação oficial sobre o assunto do Food & Drug Administration (FDA), órgão responsável pela avaliação e aprovação técnica de absorventes internos nos Estados Unidos, comprovando que esta denúncia não procede.
» Qual deve ser a freqüência de troca do produto?
O produto pode ser utilizado por até 8 horas nos dias de menor fluxo menstrual. Nos dias em que o fluxo for mais intenso o ideal é fazer a troca mais freqüentemente.
» Quem é virgem pode utilizar o produto?
Pode. A abertura himenal de uma jovem que ainda não manteve relações sexuais tem em média, 1,5 cm. Porém na puberdade, em função do aumento do hormônio estrogênio, a abertura vaginal se torna mais elástica, podendo chegar facilmente aos 2,5 cm. Os absorventes internos têm de 1,0 a 1,9 cm de diâmetro e por isso não danificam o hímen. Em caso de dúvidas, procure seu ginecologista.
» Será que o.b.® não interrompe o fluxo, prendendo a menstruação dentro de mim?
O.B.® é feito de fibras que atraem o fluxo para o centro do absorvente. Você não pode ver todo o fluxo que o.b.® reteve, mas pode ter certeza de que ele foi totalmente absorvido.
» Dúvidas Gerais
» O que é DST?
São as chamadas Doenças Sexualmente Transmissíveis. As DST são causadas por vírus (verrugas genitais, herpes genital, hepatite B e a infecção pelo HIV), bactérias (gonorréia, clamídia, cancro mole e sífilis) e parasitas (escabiose, tricomoníase e piolho púbico). Se não tratadas rapidamente, as DST podem causar danos aos órgãos reprodutores levando à esterilidade, tanto em homens como em mulheres. Podem também criar predisposição para outras doenças.
» O que são Implantes Anticoncepcionais?
Os implantes anticoncepcionais são usados desde a década de 1980 e os atuais que usamos são compostos de um só hormônio feminino, a Elcometrina ou a Gestrinona. O implante nada mais é que uma pílula moderna e melhorada.
São tubos de silástico de 3 cm por 1mm de diâmetro.
O hormônio micronizado é colocado e compactado na cápsula.
A aplicação dos implantes se faz na região glútea com ajuda de um aplicador em área previamente anestesiada com procaína a 5%.
A indicação do método é individualizado e/ou personificado baseada em dados clínicos:
- Peso e altura;
- IMC – Índice de massa corporal
- Fumante, ex-fumante
- Sedentária ou com atividade física.
- Hábitos alimentares.
São anticoncepcionais eficientes (não tivemos até hoje nenhuma gravidez pois são trocados no prazo estabelecido) e reversíveis (ou seja, a suspenção do método torna a mulher novamente fértil).
Além do efeitos anticoncepcionais são usados para tratar endometriose, TPM e suas complicações, cólicas menstruais, enxaqueca pré –menstrual, mioma, anemia e na prevenção do câncer ginecológico.
O efeito colateral negativo é a oleosidade da pele que pode acontecer em 20% das usuárias e os efeitos colaterais positivos são o aumento da libido, a definição da massa magra (músculo) e a diminuição da celulite.
São anticoncepcionais de dose menor que as pílulas de baixa dosagem pois não apresentam a passagem pelo fígado e essa é uma vantagem importante dos implantes.
Estabilizam o ciclo e suspendem o sangramento menstrual.
Por esse mesmo método fazemos a reposição hormonal em mulheres na pré ou pós menopausa.
Os hormônios que usamos são o Estradiol e a Testosterona.
Os efeitos são inúmeros , porém, deve ser indicado pelo médico e também personificado.
Atualmente a reposição hormonal mais usada é a de baixa dose.
» Quais as principais dúvidas sobre Absorvente Interno?
Medo de perder a virgindade, do produto se perder no corpo, de doer, de vazar. Os mitos e tabus em relação aos absorventes internos são muitos e provocam dúvidas nas mulheres. E as dúvidas trazem o medo que limita a
utilização de uma opção mais discreta e higiênica para a proteção durante o período menstrual.
A vida da mulher não pára durante o período menstrual. E neste período em especial, ela precisa de segurança e discrição, além de higiene e conforto para que sua liberdade seja preservada. Benefícios como não sentir o
absorvente, não precisar limitar o uso das roupas mais justas durante o período tornam essa semana do mês mais próxima do que são todos os outros dias. O absorvente interno pode garantir segurança, bem-estar e higiene ao mesmo tempo.
» Quais são as DST mais comuns?
As DST mais comuns são gonorréia, clamídia, tricomoníase, sífilis, condiloma acuminado (verruga genital), cancro mole, herpes genital, hepatite B e infecção por HIV. A maioria delas tem cura, com exceção das causadas por vírus.
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Palestras »
Informações sobre as palestras do Dr. Malcolm Montgomery,
que envolvem temas como mulher, saúde, qualidade de vida, sexualidade e
adolescência. Resumo executivo e vídeos demonstrativos das palestras.
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